visão cor de rosa no asfalto negro

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visão cor de rosa no asfalto negro

Postby azert » 15 Nov 2008 19:31

sobre o asfalto, regorgitando kilómetros
olho descrente a paisagem, a chuva
monotonamente descaindo pelo pára-brisas
deixo para trás auto-estradas de possibilidades
enveredo pelo mesmo velho beco sem saída

na moldura da janela de repente
um homem e uma mulher numa mota
debaixo da chuva que se entranha
rasgando o vento com o corpo
um ninho num bolso dum blusão
onde ele guarda no calor da mão
a mão da mulher que viaja com ele
e nesse instante pergunto-me
se não será isto o amor
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Pedro Farinha
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Re: visão cor de rosa no asfalto negro

Postby Pedro Farinha » 16 Nov 2008 00:13

Não gostei Azert, até percebo a ideia e a forma como a queres transmitir, mas acho que tu escreves incomensuravelmente melhor do que isto.

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Re: visão cor de rosa no asfalto negro

Postby azert » 16 Nov 2008 03:26

:ohmy: Pedro, estás sem papas na língua! :mrgreen4nw:
Parece-me bem. O mais importante numa crítica é que seja honesta, caso contrário, de nada serve.
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Re: visão cor de rosa no asfalto negro

Postby azert » 16 Nov 2008 19:47

Em relação a este texto, não o considero nada de especial, mas também não é dos que não gosto. E isto porque para mim é indissociável da visão que tive, dos sentimentos, etc.
É por isso que é tão difícil avaliar os próprios textos - porque para além do que está efectivamente escrito e que é tudo o que os outros lêm, tenho presentes na memória todos os sentimentos, pensamentos, sensações, etc que acompanharam a escrita do texto. :rolleyes:
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Pedro Farinha
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Re: visão cor de rosa no asfalto negro

Postby Pedro Farinha » 17 Nov 2008 10:14

azert wrote:É por isso que é tão difícil avaliar os próprios textos - porque para além do que está efectivamente escrito e que é tudo o que os outros lêm, tenho presentes na memória todos os sentimentos, pensamentos, sensações, etc que acompanharam a escrita do texto. :rolleyes:


Pois, aí tens toda a razão. No meu caso isso não me é difícil de fazer desde que o releia passado dois ou três dias. é que em alguns aspectos sou tão volátil que aquilo que senti num dia, passado dois dias já não me diz nada :tongue:


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