Uma ultima vez...(parte 2)

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Uma ultima vez...(parte 2)

Postby Gaminha » 08 Oct 2009 11:22

Dia após dia, a ânsia aumentava. No bolso do casaco, tinha a morada num pedaço de papel sujo e amarrotado. Tinha demorado poucos minutos em convencer a irmã a aceder ao registo automóvel para verificar a morada da matrícula, "34-LX-20". Sentada ao pé do arrumador, com a boina suja sobre a cara, vigiava a mulher morena. Via-a a sair, a entrar, a ir às compras, a sair à noite. As últimas semanas tinham sido úteis. Conhecia-lhe os amigos, quem a visitava e quem a trazia até casa quando chegava a pé. Muito vaidosa e arranjada, usava sempre saias que lhe favoreciam as ancas. Sabia onde comprava o pão, e a que horas passeava o Pastor Alemão. O cão não condizia com ela, nem lhe tinha grande afeição, o que era recíproco.

Esperava ansiosamente por aquele momento. Com a morrinha que caía, ela tinha levado o carro para o emprego, por isso não demoraria muito a chegar.

Sentiu um ligeiro formigueiro quando viu o carro a deslizar pela rua. Após estacionar, rapidamente Beatriz viu-a desaparecer por trás da porta da casa. Retirou a boina suja, e o casaco largo e calçou uns sapatinhos que trazia numa saca. Passou as mãos pelo cabelo, arranjou a saia e atravessou a rua. Tocou à campainha e uma voz doce falou pelo intercomunicador:

- Quem é?

- Chamo-me Beatriz, sou uma amiga do… do João. Queria falar contigo Ana.

Um longo silêncio de indecisão fê-la duvidar que conseguisse entrar. Um pii vindo da porta foi o sinal que esperava. Subiu as escadas até ao segundo andar.

Ana esperava-a com um ar sério. Vestia uma camisa bege acetinada com os 2 primeiros botões abertos, que lhe acentuava os seios. A saia de bom corte preta, mostrava umas pernas magras e bem desenhadas, com joelhos perfeitos e tornozelos delicados. Era realmente bela aquela mulher.

- Conhecias o João?

Beatriz inspirou fundo. Aquela pergunta e a esperança que se ouvia na voz dela, era como uma porta aberta para a alma de Ana. Ele tinha sido tão importante para uma como para outra. Todo o corpo de Ana reagia à esperança das respostas, um ligeiro brilho nos olhos, o passar de uma perna para a outra, o passar da mão para alisar a saia. Beatriz reconheceu aqueles sintomas, já tinha sofrido do mesmo.

Beatriz assentiu. Ana moveu-se para o lado e fez-lhe sinal para ela entrar. Entrou e olhou em redor, a sala tinha algo de familiar. Reconheceu então o quadro da sala do João, o cadeirão de leitura, com o candeeiro ao lado e a mesa de repouso. Até a manta era a mesma. Instintivamente aproximou-se daquele canto que lhe era tão familiar, na mesa dois livros que poderiam ter sido escolhidos por ele. Passou a mão pela manta elegantemente dobrada sobre o braço do cadeirão.

- Falei com a mãe do João e ela deixou-me escolher esse canto tão dele… – Um pouco atrás de Beatriz, Ana olhava-lhe atentamente para a face. – Foste… namorada dele?

- Algo assim, mas éramos acima de tudo amigos.

- Não precisas de mentir, ele não era amigo de ninguém, era simplesmente um ópio de desejo. Um vício, algo muito forte que nos prendia, que nos destruía. Fiquei aliviada quando fui ao funeral dele.

Beatriz continuava a olhar para o cadeirão, insegura, mordia o lábio e sentia um calor sufocante. Apalpava os bolsos que não existiam. A navalha não estava lá. Com toda a excitação tinha-se esquecido da navalha no casaco.

- Ele destruía-me em cada encontro. De cada vez que o deixava, jurava que não voltaria a vê-lo e de todas as vezes me sentia mais dependente de me encontrar com ele. Era como se não soubesse sair da roda-viva, não sabia libertar-me do meu ópio.

Enquanto falava, Ana sentara-se no sofá e mexia no cabelo. O seu olhar era intenso e quase hipnótico.

- No entanto deixaste-me entrar? Não preferes esquecer tudo? – Perguntava Beatriz enquanto continuava a olhar o cadeirão.

- Não disse que já o tinha esquecido. Senta-te e conta-me algo que nos faça esquece-lo. Vou buscar algo para fumarmos.

Beatriz sentava-se no sofá e olhava agora para Ana. Olhava para as pernas dela e para o balançar do cabelo escuro. Ana dominava-a totalmente, consciente do efeito do seu corpo, voltava para o sofá e descalçando os sapatos subia para o sofá sentando-se sobre as pernas. A saia justa encontrava-se agora esticada e um pouco subida. Sobre as pernas começava a trabalhar os cigarros.

Em silêncio, ambas olhavam para o que Ana fazia, a calma abraçava-as e até o enorme cão preso na cozinha dormia. Depois de acender e de dar uma passa, deu-o a Beatriz.

- Porque vieste até aqui?

- Como disseste, ele era um vício, e eu preciso da minha droga. És o melhor que consigo arranjar.

Beatriz já não planeava nada, nem tinha certeza de nada, nem sabia o que queria. Estava a relaxar, sentia-se bem, sentia-se quente.

- Se o funeral foi um alívio, porque trouxeste tanto dele para a tua casa? – Beatriz olhava para as coisas que lhe faziam lembrar o João.

- Masoquismo talvez, ah ah ah… - o riso era solto e alegre – bem, a verdade é que é fácil masturbar-me assim. Sabes, os outros homens perderam o sabor depois de conhecer o João. Tudo o que vem depois… É horrível sentir isto. Quase morta, quase impotente em me satisfazer nos braços de um homem. E depois, basta sentar-me naquele cadeirão…

- Só o tive a ele. Só conheci o João. Ele deixou-me… porque era gorda, porque era insegura, porque estava demasiado apaixonada por ele.

Beatriz sentia um estranho alívio por estar a contar a história a alguém, mesmo com os olhos vermelhos e as lágrimas a começarem a formar-se, ela sentia-se mais leve.

- Mesmo depois de emagrecer, mesmo depois de mudar por ele, para ele. Mesmo assim, ele não me queria. E todas as vezes que lá ia, ele alimentava a dor que tenho no peito.

Beatriz chorava agora compulsivamente, era a primeira vez que contava a alguém o que tinha passado. Ana aproximou-se dela, e abraçou-a. Passava-lhe a mão pelo cabelo húmido e apertava-a contra o peito. Beijou-lhe a face e apertou-a mais um pouco. Beatriz chorava e agarrou-se ao corpo de Ana com força. Ana beijou-lhe novamente a face, secando-lhe com os dedos as grossas lágrimas, e sem hesitação beijou-lhe os lábios, primeiro devagar, para acordar Beatriz para as sensações. Beijava-lhe apenas os lábios, com pequenos toques, bebericando-lhe o sabor, conseguindo assim que Beatriz respondesse ao seu toque macio. Deixaram-se deslizar para o chão, com Ana a orientar cada movimento de Beatriz. Sem receios, Beatriz deixava-se despir e desapertava os botões da camisa de Ana. Nada daquilo era semelhante ao que conhecia com João, não havia pressas. Cada toque na sua pele permitia desfrutar de uma nova sensação. Arrepiava-se com a língua de Ana no seu mamilo, sentia um tremor de cada vez que as pernas macias de Beatriz deslizavam pelo interior das suas, sentia um formigueiro delicioso com o aproximar dos pelos de Ana dos seus. As mãos de Ana mantinham-se perto do seu pescoço, fazendo-lhe suaves círculos, subindo pelo seu rosto, deslizando o dedo pelos seus lábios. Aos poucos começou a descobrir o corpo de Ana, quente e macio, deslizava as mãos pelas suas curvas. Com os olhos semicerrados percorria cada centímetro do corpo de Ana como se de um mapa se tratasse. Ansiosa por continuar, balançou-a para o chão, e ficou por cima, agora de olhos bem abertos, deslizando-lhe as mãos pelos seios e a língua saboreando os lábios vermelhos, entreabertos, que lhe despertavam o desejo de a morder. Descia sofregamente por ela na ânsia de atingir o clímax tanto desejado.





As semanas que se seguiram foram de desejo e as visitas de Beatriz eram regulares, sempre com a mesma ânsia, a mesma necessidade, como se do ar se tratasse.

Naquele dia, Bé tocou à campainha e esperou. Estranhou a demora e tocou novamente. Toucou uma terceira vez, e dentro dela algo se abria. A cada toque algo renascia. Bé conhecia aquela sensação, aquela dor dentro do peito. Voltava a tocar, a tocar e a tocar.

Encostou-se à parede e deixou-se escorregar. Desta vez não iria chorar, sabia perfeitamente o que tinha de fazer.

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Re: Uma ultima vez...(parte 2)

Postby pco69 » 08 Oct 2009 11:45

"Depois de acender e de dar uma passada, deu-o a Beatriz."
---Depois de acender e de dar uma passa, deu-o a Beatriz.

"Sabes, os outros homens perdem o sabor depois de conhecer o João. "
-- os outros homens perderam o sabor depois de ter conhecido o João (?)

--------------

Excitante o texto e gelado o fim :friends:

Já agora, se ainda não o fizeste, dá uma vista de olhos pelo meu escrito de 'está alguém na minha sala de estar'.
Há alguns pontos de ligação :rolleyes:
Os dois fins, o teu e o meu (e possivelmente o teu texto ainda não terminou), é que são totalmente diferentes e até davam para mais um estudo sociológico :lol2:
Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

Ou seja, é extremamente perigoso fazer sexo ao ar livre com vento de frente, após ter tomado o pequeno almoço numa manhã de inverno...

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Re: Uma ultima vez...(parte 2)

Postby Gaminha » 08 Oct 2009 12:32

pco69 wrote:"Depois de acender e de dar uma passada, deu-o a Beatriz."
---Depois de acender e de dar uma passa, deu-o a Beatriz.

"Sabes, os outros homens perdem o sabor depois de conhecer o João. "
-- os outros homens perderam o sabor depois de ter conhecido o João (?)

--------------

Excitante o texto e gelado o fim :friends:

Já agora, se ainda não o fizeste, dá uma vista de olhos pelo meu escrito de 'está alguém na minha sala de estar'.
Há alguns pontos de ligação :rolleyes:
Os dois fins, o teu e o meu (e possivelmente o teu texto ainda não terminou), é que são totalmente diferentes e até davam para mais um estudo sociológico :lol2:


Obrigada pelas correcções.
Vou então ver do que falas...

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Re: Uma ultima vez...(parte 2)

Postby Pedro Farinha » 08 Oct 2009 19:13

Gostei bastante da continuação da tua história, da forma como descreves o despertar do desejo na Bé e a lógica da obsessão substituta. Acho que, como já tive oportunidade de te dizer noutro lado, aqui as palavras suportam a história, transmitem emoção e sensibilidade e arrepiam e permitem a visualização.

No outro texto, primeira parte, o melhor era mesmo o enredo, as palavras ficaram aquém.

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Re: Uma ultima vez...(parte 2)

Postby Samwise » 08 Oct 2009 22:49

Esta segunda parte até parece escrita por outra pessoa, com mais segurança e com mais fluidez e desenvoltura.

Embora seja a continuação dos acontecimentos do primeiro texto, o estilo está algo diferente. Nota-se fluidez e um desembaraço onde antes havia uma caneta emperrada.

Há algumas repetições de ideias na partes mais... hmm... íntimas... mas em todo o caso estas estão bem melhor construídas do que no primeiro. Já não tive a sensação esquisita e a confusão de ficar na dúvida sobre o que é que realmente estava a ser descrito - ou que partes estavam a ser tocadas.

Quanto à história - é uma revisitação da do primeiro, onde te propões a explorar, basicamente, os mesmos assuntos, com a algumas pequenas diferenças. O que resultou melhor neste foi um ritmo mais lento e mais pormenorizado. Deste tempo às personagens para poderem construir o momento. No primeiro foste direita ao assunto e a coisa ficou forçada e abrupta.

Bom esforço! E com resultados visíveis. :thumbsup:
Guido: "A felicidade consiste em conseguir dizer a verdade sem magoar ninguém." -

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Re: Uma ultima vez...(parte 2)

Postby Gaminha » 09 Oct 2009 09:45

Primeiro: Obrigada por lerem. :friends:

Pedro Farinha wrote:Gostei bastante da continuação da tua história, da forma como descreves o despertar do desejo na Bé e a lógica da obsessão substituta. Acho que, como já tive oportunidade de te dizer noutro lado, aqui as palavras suportam a história, transmitem emoção e sensibilidade e arrepiam e permitem a visualização.

No outro texto, primeira parte, o melhor era mesmo o enredo, as palavras ficaram aquém.

Para mim é a mesma historia, mas a intenção é manter alguns factos escondidos na primeira parte, e depois explicar na segunda...
O enredo parece-me no entanto porreiro, ou pelo menos do meu agrado. E gosto prioncipalmente do final da segunda parte. :devil2:


Samwise wrote:Esta segunda parte até parece escrita por outra pessoa, com mais segurança e com mais fluidez e desenvoltura.

Embora seja a continuação dos acontecimentos do primeiro texto, o estilo está algo diferente. Nota-se fluidez e um desembaraço onde antes havia uma caneta emperrada.

Sim, tens razão, este texto fluiu, tem mais erros, mas foi sempre escrever... no primeiro, estava a descobrir a historia ainda.

É que vou-te contar um segredo, tenho uma maneira muito estranha de escrever... escrevo à sorte o primeiro paragrafo e depois desenvolvo a historia com aquilo que vier à cabeça... não é brilhante eu sei. :blush:

Este segundo está mais ao nível do que tenho escrito...
Há algumas repetições de ideias na partes mais... hmm... íntimas... mas em todo o caso estas estão bem melhor construídas do que no primeiro. Já não tive a sensação esquisita e a confusão de ficar na dúvida sobre o que é que realmente estava a ser descrito - ou que partes estavam a ser tocadas.
Mas isso foi propositado na primeira parte, os lábios são para ser ambíguos. A falta de prática neste tipo de escrita também é muita.

Quanto à história - é uma revisitação da do primeiro, onde te propões a explorar, basicamente, os mesmos assuntos, com a algumas pequenas diferenças. O que resultou melhor neste foi um ritmo mais lento e mais pormenorizado. Deste tempo às personagens para poderem construir o momento. No primeiro foste direita ao assunto e a coisa ficou forçada e abrupta.

Bom esforço! E com resultados visíveis. :thumbsup:


Obrigada. :friends:

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Re: Uma ultima vez...(parte 2)

Postby Samwise » 09 Oct 2009 10:33

Gaminha wrote:É que vou-te contar um segredo, tenho uma maneira muito estranha de escrever... escrevo à sorte o primeiro paragrafo e depois desenvolvo a historia com aquilo que vier à cabeça... não é brilhante eu sei. :blush:


Há quem defenda ou considere que o mais importante num texto que se pretenda escrever é arrancar em condições. O primeiro parágrafo, o primeiro capítulo, a primeira frase, independentemente de tudo o resto, tem de ficar em condições.

A partir daí, venha a inspiração e tome conta do assunto.

---------

Quando dizes "escrevo à sorte o primeiro parágrafo" e depois dizes "depois desenvolvo (...) com aquilo que vier à cabeça"... hmmm... não é exactamente a mesma coisa?

---------

Também fiquei com outra noção destes teus dois textos: de certa forma parece-me que visualizas as coisas antes de as escreveres. Ou à medida que escreves. O texto, em certas partes, parece uma transcrição dessas "visões" que tens.
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Re: Uma ultima vez...(parte 2)

Postby Gaminha » 09 Oct 2009 10:43

Samwise wrote:
Gaminha wrote:É que vou-te contar um segredo, tenho uma maneira muito estranha de escrever... escrevo à sorte o primeiro paragrafo e depois desenvolvo a historia com aquilo que vier à cabeça... não é brilhante eu sei. :blush:


Há quem defenda ou considere que o mais importante num texto que se pretenda escrever é arrancar em condições. O primeiro parágrafo, o primeiro capítulo, a primeira frase, independentemente de tudo o resto, tem de ficar em condições.

A partir daí, venha a inspiração e tome conta do assunto.

---------

Quando dizes "escrevo à sorte o primeiro parágrafo" e depois dizes "depois desenvolvo (...) com aquilo que vier à cabeça"... hmmm... não é exactamente a mesma coisa?

A maneira como surge não é o mesmo processo. A segunda parte consiste em desenvolver com aquilo que eu gostaria de ler num conto... vou de encontro aos meus gostos de leitura.


---------

Também fiquei com outra noção destes teus dois textos: de certa forma parece-me que visualizas as coisas antes de as escreveres. Ou à medida que escreves. O texto, em certas partes, parece uma transcrição dessas "visões" que tens.

Nestes textos tive duas "variáveis" novas que me dificultaram a escrita... a cena sexual, cujo tema surge numa conversa na tertúlia... e o facto do texto não ser na primeira pessoa (que é o que eu uso mais e gosto mais).

Pronto não será o meu melhor texto...

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Re: Uma ultima vez...(parte 2)

Postby Samwise » 09 Oct 2009 11:00

Gaminha wrote:a cena sexual, cujo tema surge numa conversa na tertúlia...


Estou interessado... :pcorn: :biggrin: (fiquei num dos cantos da mesa, e apesar de não me poder queixar da companhia, fui privado de conseguir chegar a todas a conversas)

e o facto do texto não ser na primeira pessoa (que é o que eu uso mais e gosto mais).
Ahhh, isso é interessante de se ir tentando e registando. Os dois "sistemas" implicam maneiras diferentes de abordar os assuntos. Mas a terceira pessoa dá mais liberdade a tudo, uma vez que não se confina à mente de um personagem (não tens de andar sempre a ver as coisas pelos olhos dele).

Para o texto em questão, não faz lá grande diferença (se fosse na primeira pessoa, o narrador seria a Bé e já que ela entra em todo o texto não há limitações). A diferença que faz é a nível de estilo narrativo.


Pronto não será o meu melhor texto...


So? Does it matter? Quaisquer que sejam os textos que escreves, haverá sempre uns melhores que outros.
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Re: Uma ultima vez...(parte 2)

Postby Gaminha » 09 Oct 2009 11:24

Samwise wrote:
Gaminha wrote:a cena sexual, cujo tema surge numa conversa na tertúlia...


Estou interessado... :pcorn: :biggrin: (fiquei num dos cantos da mesa, e apesar de não me poder queixar da companhia, fui privado de conseguir chegar a todas a conversas)


:hypocrite: o segredo é a alma do negócio.
Posso só dizer que se falou das opiniões que se formava acerca de cada um através dos textos, opiniões etc. E de textos sexuais ou violente... mas o resto não conto. :tongue:


e o facto do texto não ser na primeira pessoa (que é o que eu uso mais e gosto mais).
Ahhh, isso é interessante de se ir tentando e registando. Os dois "sistemas" implicam maneiras diferentes de abordar os assuntos. Mas a terceira pessoa dá mais liberdade a tudo, uma vez que não se confina à mente de um personagem (não tens de andar sempre a ver as coisas pelos olhos dele).

Para o texto em questão, não faz lá grande diferença (se fosse na primeira pessoa, o narrador seria a Bé e já que ela entra em todo o texto não há limitações). A diferença que faz é a nível de estilo narrativo.

Então não faz... :_sissyfight__by_cindre: e chega a ser mais fácil desde a escrita até a contextualização e descrição de todo o ambiente.
Alias vou experimentar.
Vou escrever a primeira parte novamente desta vez pelos olhos de Bé.

Pronto não será o meu melhor texto...


So? Does it matter? Quaisquer que sejam os textos que escreves, haverá sempre uns melhores que outros.

:Fish_slap_emoticon: :_sissyfight__by_cindre: :deadhorse:
Só para ti Sam!

Estava eu só a referir que decidiram esmiuçar logo o texto menos bem conseguido.
:deadhorse: Para ti outra vez.

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Re: Uma ultima vez...(parte 2)

Postby Samwise » 09 Oct 2009 11:54

Gaminha wrote:Pronto não será o meu melhor texto...

So? Does it matter? Quaisquer que sejam os textos que escreves, haverá sempre uns melhores que outros.

:Fish_slap_emoticon: :_sissyfight__by_cindre: :deadhorse:
Só para ti Sam!

Estava eu só a referir que decidiram esmiuçar logo o texto menos bem conseguido.


Pois então! E não serão os menos conseguidos que merecem mais atenções?

E não foi interessante ver a diferença entre primeira e segunda partes?

(gosto sempre quando sou seleccionado à parte para receber carinhos especiais :mrgreen4nw:)
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Re: Uma ultima vez...(parte 2)

Postby pco69 » 09 Oct 2009 13:35

Gaminha wrote:(...)
:hypocrite: o segredo é a alma do negócio.
Posso só dizer que se falou das opiniões que se formava acerca de cada um através dos textos, opiniões etc. E de textos sexuais ou violente... mas o resto não conto. :tongue:
(...)

Só para que conste, mesmo que eu tenha vindo à baila, não estive envolvido nessa conversa :lol2:
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Re: Uma ultima vez...(parte 2)

Postby Gaminha » 09 Oct 2009 14:16

Samwise wrote:Pois então! E não serão os menos conseguidos que merecem mais atenções?

E não foi interessante ver a diferença entre primeira e segunda partes?

(gosto sempre quando sou seleccionado à parte para receber carinhos especiais :mrgreen4nw: )


Penso que todos devem receber as suas atenções, contudo percebo que digas que os menos conseguidos dão para falar mais, logo dar mais atenções. :devil2:

A "discussão" que se levantou com primeira parte, nada teve haver com a criação da segunda parte. :_sissyfight__by_cindre:

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