Feridas
Palavras que nunca te direi
Nunca as direi a ninguém
Quero que me pertençam
Só a mim, quero possui-las
Sou, de forma animal
um híbrido entro o orgânico
E o aço
Sou e serei para sempre
Dono do meu próprio espaço
Não há lugar a falsas contemplações
Não há espaço para o medo da morte
Dentro de mim
Preservo as minhas opiniões
Nunca respondo que não
Quando penso que sim
Sou um cemitério de calúnias
Avanço destemidamente por túmulos
Que desde cedo soube que iria percorrer
Esconde a cara meu amor,
E não chores, eu consigo perceber
És uma vaga ideia
És apenas preconceito
As feridas que carrego neste cesto
São todas para oferecer
A quem as precise mais do que eu
Ofereces-te,
Revelas-te
Cadavérica, vã, baça
Assusta-me a tua noção de ser
És reflexo dum vazio imenso
As feridas que tens para me oferecer já estão gastas.
Devolvo-tas.
A knife to the eye of modern day times
Exactly what you've worked for.
A price for the pride
I can feel the distance coming
The holes in my lungs
Won't let me take this anymore.
http://umhomemsimpatico.tumblr.com/


não conheces um dos poemas mai lindos de sempre? Eu a primeira vez que ouvi foi a minha professora de português a declamar o poema... foi às 8.30 da manhã, acho que adormeci...