Cerridwen - 2010

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Cerridwen

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Post 11 Feb 2010 20:55

Cerridwen - 2010

Livros que li em 2010:
A Espada de Fortriu, Juliet Marillier (15/20)
O Poço das Sombras, Juliet Marillier (15/20)
Aprendiz de Assassino, Robin Hobb (12/20)
Fúria, Salman Rushdie (13/20)
Crepúsculo, Stephenie Meyer (6/20)
Lua Nova, Stephenie Meyer (5/20)
O Voo da Águia, Simon Scarrow (10/20)
As Garras da Águia, Simon Scarrow (10/20)
A Águia e os Lobos, Simon Scarrow (10 /20)
Memorial do Convento, José Saramago (17/20)
Orbias - As Guerreiras Deusa, de Fábio Ventura (8/20)
A Última Feiticeira, Sandra Carvalho (10/20)
O Guerreiro Lobo, Sandra Carvalho (10/20)
O Décimo Terceiro Poder, Madalena Santos (11/20)
Elric - Os Mares do Destino, Michael Moorcock (18/20)
O Remédio, Michelle Lovric (9/20)
A Espada de Átila, Michael Curtis Ford (11/20)
Sangue-do-Coração, Juliet Marillier (12/20)
As Intermitências da Morte, José Saramago (15/20)
Sebastian, Anne Bishop (11/20)
Belladonna, Anne Bishop (10/20)
Sensibilidade e Bom Senso, Jane Austen (9/20)
O Anjo Mais Estúpido, Christopher More (9/20)
Memória das Minhas Putas Tristes, Gabriel Garcia Marquez (10/20)

Na wishlist:
Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley
Aliança das Trevas, Anne Bishop
Sebastian e Belladona, Anne Bishop
O Dardo de Kushiel, Jacqueline Carey
Os Reinos de Bóreas, Jean Raspail
Anna Karénina, Lev Tolstoi
A Lenda de Sigurd e Gudrún, J. R. R. Tolkien
O Deus do Rio, de Wilbur Smith
A Guilda dos Mágicos - Trilogia O Mágico Negro, de Trudi Canavan
As Crónicas dos Elfos - Lliane, de Jean-Louis Fetjaine
As Senhoras de Grace Adieu, Susanna Clarke
O Mago - Aprendiz, Raymond E. Feist
Os Pilares da Terra, de Ken Follett
Tales from Earthsea, de Ursula K. Le Guin
A Quinta dos Animais, George Orwell
O Alquimista, Michael Scott
A Laranja Mecânica, de Anthony Burgess
Carbono Alterado, Richard Morgan
Titus, o Herdeiro de Gormenghast, Mervyn Peake
Laços de Sangue, Pamela Freeman
A Taça de Ouro, John Steinbeck
Corja Maldita, Pedro Almeida Vieira
O Último Cabalista de Lisboa, Richard Zimler
Wolf Hall, Hilary Mantel
O Codex 632, José Rodrigues dos Santos
Cavalheiros da Estrada, Michael Chabon
O Grande Retrato, Dino Buzzati
Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago
O Monte dos Vendavais, Emily Brontë
Stonehenge, Bernard Cornwell
As Ligações Perigosas, Choderlos De Laclos
Atlas das Nuvens, David Mitchell
Ulisses, de James Joyce
O Barão Trepador, Visconde Cortado ao Meio, O Cavaleiro Inexistente, Italo Calvino
O Rei do Inverno, Excalibur e O Inimigo de Deus, Bernard Cornwell
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Anibunny

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Post 11 Feb 2010 21:08

A Lenda de Sigurd e Gudrún, J. R. R. Tolkien



Se puderes lê em inglês :) já tive a ler a tradução e não tem tanto impacto :bbde:
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Cerridwen

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Post 16 Feb 2010 19:08

Lua Nova, de Stephenie Meyer
Editora: Gailivro
Título original: New Moon
Tradução: Vera Falcão Martins

Da sinopse: «Para Bella Swan, existe algo mais importante do que a própria vida: Edward Cullen. Porém, estar apaixonada por um vampiro é ainda mais perigoso do que alguma vez poderia ter imaginado. Edward já salvou Bella das garras de um vampiro maléfico, mas agora, à medida que a sua destemida relação ameaça tudo o que se encontra por perto e todos os que lhes são queridos, eles apercebem-se de que os seus problemas podem estar apenas a começar.»

Lua Nova é o segundo livro da saga Luz e Escruridão e dá continuidade à história de Bella Swan e Edward Cullen. O namoro de ambos corre bem até ao dia em que Bella completa dezoito anos, o prenúncio do afastamento de Edward.

Achei Crepúsculo uma obra literária fraquinha. E tenho a mesma opinião sobre Lua Nova. A mesma escrita simples. Uma história muito semelhante à do livro anterior, cujas diferenças consistem essencialmente na troca de vampiros por lobisomens e na introdução de novos disparates da parte de Bella. A autora aproveitou pouco a introdução de seres míticos, estes parecem marcar presença apenas para tornar uma história de adolescentes apaixonados algo mais complexo e original, o que é prejudicado pelo desenrolar da história. A determinada altura de Crepúsculo, com continuação em Lua Nova, os actos de Bella e de Edward, deixam de ser o reflexo de um grande amor, desviando-se em relação ao que é considerado normal. No caso de Bella, em Lua Nova há várias situações em que os seus actos revelam perturbações mentais.
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zé.chove

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Post 16 Feb 2010 20:48

Cerridwen wrote: No caso de Bella, em Lua Nova há várias situações em que os seus actos revelam perturbações mentais.

AHAHAHAHAH!
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Bubbles

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Post 16 Feb 2010 23:29

zé.chove wrote:
Cerridwen wrote: No caso de Bella, em Lua Nova há várias situações em que os seus actos revelam perturbações mentais.

AHAHAHAHAH!


Já no Crepúsculo ela andava perto disso. Era normal que começasse a piorar... :P
"Não sou obrigada a jurar obediência às palavras de qualquer mestre" Horácio
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Cerridwen

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Post 19 Mar 2010 18:58

O Voo da Águia, de Simon Scarrow
Editora: Saída de Emergência
Título original: The Eagle`s Conquest
Tradução do inglês: Luís Rocha

Da sinopse: «Estamos no ano 43 antes de Cristo. As temíveis legiões do imperador Cláudio desembarcaram nas costas da Britânia e preparam-se para uma das mais terríveis e sanguinárias campanhas na história de Roma. Sob a águia da Segunda Legião, Macro - um centurião veterano, e Cato - o seu lugar-tenente, vão ter de ir ao encontro do inimigo antes que este cresça ainda mais. É que, a cada dia que passa, aumenta o número de bretões enfurecidos e dispostos a morrer pela sua ilha. Infelizmente, os selvagens da Britânia não são o único perigo que as legiões correm. Uma conspiração de poderosos aristocratas romanos procura minar o imperador Cláudio. Para tal, estão dispostos a sacrificar a campanha contra os bretões e, se necessário, a vida de todos os legionários.»

O Voo da Águia é o segundo volume da série da Águia e retoma as aventuras de Macro e Cato. Tal como no volume anterior, nota-se que o autor fez alguma pesquisa histórica (se é muita ou pouca não posso dizer, pouco sei sobre a conquista de Britânia pelos romanos). A escrita é simples e os acontecimentos são descritos com algum pormenor.

O primeiro volume da série não me entusiasmou, mas também não decepcionou. Esperava que a conspiração a que a sinopse fazia referência ocupasse mais espaço na história e fosse mais explorada. Este segundo volume foi uma decepção. Devido à repetição, os personagens principais estão constantemente metidos em aventuras e batalhas. E à crescente previsibilidade da narrativa.
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Cerridwen

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Post 15 Apr 2010 09:50

As Garras da Águia, de Simon Scarrow
Editora: Saída de Emergência
Título original: When the Eagle Hunts
Tradução: Tiago Rosa

Da sinopse: «No terrível Inverno de 44 d.C., vinte mil legionários estacionados na Britânia aguardam impacientemente que a Primavera chegue para retomarem a conquista da ilha. A resistência bretã está cada vez mais aguerrida e os nativos não perdem uma oportunidade de minar os esforços da poderosa Roma. Quando os mais selvagens resistentes, os druídas da Lua Negra, capturam a mulher e os filhos do General Aulo Pláucio, é necessário recorrer a uma medida drástica: dois voluntários da Segunda Legião que se infiltrem em território inimigo numa tentativa desesperada de resgatarem os prisioneiros. Essa sorte cabe ao centurião Macro e ao jovem Cato.»

A Águia e os Lobos, de Simon Scarrow
Editora: Saída de Emergência
Título original: The Eagle and the Wolves
Tradução: José Saraiva

Da sinopse: «Estamos no ano 44 d.C. e a Segunda Legião de Roma continua a sua campanha para conquistar a Britânia. É então que Macro e o jovem Cato são enviados para auxiliarem Verica, líder dos Atrebates, a formar um exército. Terão que treinar os nativos para que protejam o seu chefe, reforcem o seu poder e ponham cobro às sucessivas investidas dos inimigos. Mas apesar dos Atrebates serem aliados, muitos são os que odeiam as legiões e querem resistir aos invasores romanos.»

As Garras da Águia é o segundo e A Águia e os Lobos o terceiro, volumes da série da Águia. Tal como os anteriores, centram-se nas personagens Macro e Cato e respectivas aventuras.

Não há muito a acrescentar ao que escrevi sobre O Voo da Águia, a história muda nestes dois volumes e pouco mais acompanha essa mudança.

As Garras da Águia consegue ser pior do que O Voo da Águia. O autor coloca os personagens principais perante uma aventura grande demais para as suas capacidades e como já esperava, são bem sucedidos, o que dá força renovada às minhas opiniões de que há repetitividade e previsibilidade e, ainda concede espaço para acrescentar outro aspecto negativo, a falta de consistência da narrativa.

A Águia e os Lobos está mais ao menos ao nível de O Voo da Águia. A destacar como ponto positivo, um grande erro de um dos personagens principais, o que torna a narrativa menos previsível para o leitor habituado a acompanhar personagens principais que pouco erram.
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pco69

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Cópia & Cola

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Post 15 Apr 2010 12:04

A formula seguida é muito similar à do Bernard Cornwel, nomeadamente na sua série de Sharpe.
Duas personagens principais, sendoq ue aqui são duas principais equivalentes e no Sharpe há uma que é mais secundarizada, depois temos um núcleo de personagens que vão influenciando estas duas, para o bem e para o mal e surgindo um inimigo em cada um dos livros que obriga os heróis a provas dificeis para poderem chegar a bom porto.

Mas isso não é necessáriamente mau. Os livros lêem-se bem e consegue estabelecer-se empatia pelas personagens em questão.

Tenho e li todos os livros da série da Águia (traduzidos) e pretendo continuar a adquirir e a ler. Considero que têm subido de qualidade desde os primeiros dois, realmente muito fracos. A parte histórica é desenvolvida na ascenção de Vespasiano ao posto de Imperador, sendo esse um periodo na história Romana muito conturbado o que permitirá algumas situações interessantes.

Creio que uma dessas situações interessantes será a ascenção de um dos inimigos destas personagens ao posto de Imperador antes da ascenção do próprio Vespasiano.

Não são o suprasumo da literatura, mas são uma boa diversão. :tu:
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Cerridwen

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Post 15 Apr 2010 17:08

Vou-me ficar por A Águia e os Lobos. Não gostei da repetição sucessiva da fórmula Macro+Cato+missões muito complicadas+bom desempenho= salvação da pátria por Macro e Cato (ou algo semelhante).
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Cerridwen

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Post 25 May 2010 13:46

Memorial do Convento, de José Saramago
Colecção Biblioteca Visão

Sinopse: «Era uma vez um rei que fez promessa de levantar convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido.»

Há alguns anos atrás, após abrir um romance de Saramago na primeira página da obra, li umas linhas, vi as páginas seguintes, fechei o livro e coloquei-o na estante. Com o Memorial do Convento isso não aconteceu, porque tinha a obrigação de o ler. E ainda bem.

A história começa cerca de três anos após o casamento de D. João V com D. maria Josefa de Áustria e incide principalmente sobre a Construção do Convento de Mafra e a Passarola de Bartolomeu de Gusmão. O autor reconstruiu o passado histórico, mas com muitas intromissões e considerações pessoais.

As frases contínuas, a maneira como os diálogos são apresentados, os comentários do narrador, entre outras particularidades, dificultam a leitura, mas foi com agrado que li a maioria do livro. Se não o li todo com agrado, foi apenas devido à forma lenta como a acção decorre em alguns momentos, quando o autor descreve ao pormenor acontecimentos e critica abundantemente.

As descrições são muito boas. E a crítica também, embora considere que, por vezes, é excessiva. Todo o romance revela preocupação com a condição humana, o que é notório na crítica, nas descrições, nos comentários, na acção e até nas personagens.

Orbias - As Guerreiras da Deusa, de Fábio Ventura
Editora: Casa das Letras

Da sinopse: «Noemi é fã de cinema e séries de acção e aventura. Mas nunca imaginou que ela própria faria o papel de uma dessas personagens que de um momento para o outro vêem a sua vida normal dá uma volta de 180 graus. De uma forma pouco ortodoxa, descobre que é um Anjo, uma Guerreira ancestral renascida e que, numa dimensão paralela à da Terra, existe um mundo mágico regido por uma Deusa - Orbias.»

Fábio Ventura criou um mundo com ambiente idêntico ao do período anterior à Revolução Industrial e elementos de fantasia, ao qual chamou Orbias. O romance decorre em dois mundos. Um mundo semelhante àquele em que vivemos e Orbias, o primeiro foi criado por um Deus e o segundo por uma Deusa. Problemas entre os dois mundos motivados pela exploração de recursos naturais como a magia, levaram a Deusa a criar um grupo de guerreiras e a atribuir a cada uma um dos seus poderes. Elas são algumas das personagens principais do romance e Noemi, a guerreira da Omnisciência, é a sua líder.

Nota-se uma evolução na escrita, ao longo do romance, mas não foi o suficiente para me convencer a ler outro livro do autor, embora revele imaginação e vontade de fazer algo diferente das obras de outros escritores.

As descrições são poucas e curtas, insuficientes para que o leitor compreenda a acção à medida que ela decorre, bem como, para conhecer o mundo imaginário criado e as personagens. As personagens foram pouco elaboradas. E várias delas são demasiado imaturas para a idade, o que traz alguns problemas, como a credibilidade de outras personagens que depositam confiança naquelas para tarefas de grande importância. E o discurso do narrador assemelha-se demasiado às passagens dos diários pessoais.

A história é composta por um amontoado de momentos que se sucedem uns aos outros com demasiada rapidez. Compreendo a necessidade de existência de vários acontecimentos, o que é difícil perceber são os motivos de tantas batalhas. E de lançarem logo as guerreiras da deusa para conflitos, quando os seus poderes ainda estão a despertar, elas não têm prática nenhuma nessas tarefas e pouco sabem sobre aqueles que têm de enfrentar.
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MiguelGGP

Brochura

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Post 25 May 2010 19:06

Cerridwen wrote:Kafka à Beira-Mar, Haruki Murakami



É simplesmente brilhante .
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Cerridwen

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Post 31 May 2010 16:49

A Última Feiticeira, de Sandra Carvalho
Editora: Editorial Presença

Da sinopse: «A acção passa-se num tempo em que os sábios Druidas se recolhiam nas florestas para perpetuarem o Conhecimento que em eras passadas lhes fora transmitido pelos Seres Mágicos. O berço da heroína desta história, Catelyn, e dos seus cinco irmãos varões, situa-se na Grande Ilha, cada vez mais fustigada pelos ataques dos Viquingues. Os senhores locais formaram uma Aliança para os repelirem, consolidando essa política através de casamentos combinados entre os herdeiros das grandes famílias. Depois de uma infância paradisíaca, Catelyn cresce num mundo cada vez mais violento, assistindo impotente às manipulações da maldosa Myrna, a protegida do homem com quem o pai de Catelyn destinou casá-la.»

Catelyn narra a sua história, o passado e o presente. A filha de de Lord Garrik McGraw cresceu na Floresta Sagrada e na herdade dos McGraw, rodeada pela atenção e pelo afecto dos seus cinco irmãos e da sua mãe. Com uma infância «escudada da maldade do mundo», Catelyn tem dificuldade em lidar com os problemas que surgem após o nascimento da sua irmã Fiona.

A escrita cativou-me logo nas primeiras páginas. Longe de ser boa, foi o suficiente para quem apenas esperava passar algumas horas de forma agradável. O mesmo não posso dizer da história, na generalidade.

O principal defeito deste livro é fácil de identificar por quem já leu vários romances de Juliet Marillier. Sandra Carvalho não se limitou a buscar inspiração em romances dessa escritora neozelandesa. Foram copiadas ideias da trilogia de Sevenwaters e da Saga das Ilhas Brilhantes, principalmente de A Filha da Floresta.

O que é lamentável e não só pela cópia em si. Conhecedora das histórias daqueles livros perdi o interesse em A Última Feiticeira logo no início do livro. Só continuei a leitura devido à curiosidade e à expectativa de ver muito mais ideias de Sandra Carvalho e praticamente nenhumas de Juliet Marillier. O que foi farcialmente recompensado.
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Cerridwen

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Post 04 Jun 2010 00:21

O Guerreiro Lobo, de Sandra Carvalho
Editora: Editorial Presença

Da sinopse: «Na sequência dos dramáticos acontecimentos que encerram o primeiro volume desta saga, A Última Feiticeira, Catelyn é levada com os seus captores para a Terra Antiga. Aí, a jovem feiticeira descobre os fios que entretecem o seu próprio destino com o daqueles que agora a acolhem. Descobre igualmente que aquele viquingue que a salvou de uma morte certa é alguém que ela já tinha vislumbrado em intrigantes visões. Throst, filho de Thorgrim, é agora o seu senhor.»

Em O Guerreiro Lobo, segundo volume da Saga das Pedras Mágicas, Catelyn continua a narrar a sua história. Já não é uma mera estrangeira para muitos habitantes da Terra Antiga, o local para onde foi levada em A Última Feiticeira pelo guerreiro Throst. Estabeleceram-se laços de amizade e de entre-ajuda, para o que contribuiram as suas capacidades curativas e a vontade de ajudar.

Após a leitura do final de A Última Feiticeira e de ter lido várias opiniões positivas sobre O Guerreiro Lobo, esperava mais deste livro.

Sandra Carvalho introduziu ainda algumas ideias de Juliet Marillier juntamente com as suas, tal como no final do volume anterior. O que foi uma decepção, esperava que a autora tivesse corrigido o erro cometido no livro anterior.

É um livro que se lê facilmente. Não tem muitas descrições nem são muito pormenorizadas, é utilizado vocabulário corrente. Na generalidade gostei da leitura, mas não me cativou o suficiente para comprar mais nenhum livro da saga, que actualmente tem seis volumes e não está terminada.

A minha perda de interesse tem a ver com alguns diálogos inadequados à idade e maturidade das personagens, demasiado romantismo para o meu gosto e a sensação constante de que, por cada problema solucionado, foram acrescentados outros tantos de forma a prolongar a história. Bem como outros pormenores, nomeadamente coisas que ficaram por explicar.
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pco69

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Post 04 Jun 2010 10:37

Cerridwen wrote:(...)
A minha perda de interesse tem a ver com alguns diálogos inadequados à idade e maturidade das personagens, demasiado romantismo para o meu gosto e a sensação constante de, por cada problema solucionado, foram acrescentados outros tantos de forma a prolongar a história. Bem outros pormenores, nomeadamente coisas que ficaram por explicar.

Eu cansei-me com tanto casamento no fim do livro :X , de tal forma que ainda estou enjoado (mais de seis meses depois de o ter lido) e não me apeteceu pegar nos seguintes (todos emprestados). :pipoca:
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Cerridwen

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Post 04 Jun 2010 12:42

pco69 wrote:
Cerridwen wrote:(...)
A minha perda de interesse tem a ver com alguns diálogos inadequados à idade e maturidade das personagens, demasiado romantismo para o meu gosto e a sensação constante de, por cada problema solucionado, foram acrescentados outros tantos de forma a prolongar a história. Bem outros pormenores, nomeadamente coisas que ficaram por explicar.

Eu cansei-me com tanto casamento no fim do livro :X , de tal forma que ainda estou enjoado (mais de seis meses depois de o ter lido) e não me apeteceu pegar nos seguintes (todos emprestados). :pipoca:

Não gostei do último capítulo do livro. Aquela espécie de resumo em jeito de final feliz não tem fundamento, porque a saga continua. Também se criaram extremos, ora grande dor e tristeza, ora grande felicidade e feridas saradas. Teria preferido uma solução intermédia.
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