Série "Paper Gods" - Amanda Sun

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Lady Entropy
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Série "Paper Gods" - Amanda Sun

Postby Lady Entropy » 20 Jan 2014 13:56

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Ink (Livro 1 da série Paper Gods)
Autora: Amanda Sun
Editora: Harlequin Teen

(Repostado da minha lista de leitura aqui

Apesar de já terrevisto este livro no blog da Ruiva, achei por bem dar-me uns dias de reflexão para me passar a paixoneta pelo livro e ser capaz de cortar fundo nos problemas. Eu tenho muito esse problema - enquanto estou a ler, apaixono-me pelo livro e sou incapaz de ver as falhas até algum tempo passar. Acho que é um mecanismo de defesa excelente que tenho -- durante a leitura, se o livro se aproveitar entro em modo automático de "Total Suspension of Disbelief" e aceito tudo o que me disser. Se o livro for bosta, leio em "Total Bitch Mode" e depois é uma alegria.

Ink é um daqueles livros que reaproveita a formula de Twilight: gaja deslocada da sua casa original, torna-se obcecada por gajo, gajo misterioso e perigoso com superpoderes que lhe diz para ela não se aproximar (coisa que ela faz obviamente). Por um lado, não tem as características viciantes do Twilight, (o problema pode ser que o pessoal já está imune por o mercado estar saturado), mas por outro faz melhor: há mais conflictos, há mais problemas, a gaja está mais frequentemente em perigo, não é só no final, e percebe-se (como quem diz) porque é que ela está envolvida da confusão.

Os pontos fortes deste livro é o Design, o Setting (em vez de ser aldeola no cu de judas na américa, é Tókio) e o conceito das criaturas sobrenaturais (os Kami).

Os pontos fracos...bom, é ser igual ao Twilight: a gaja obceca logo com o gajo, ao ponto de o stalkar (pelo menos é ao contrário....), apaixonam-se super depressa, perdem montes de tempo com o romance que é meio mnhé, e perdem muito tempo que podia ser gasto a descobrir o setting melhor. MAS tendo em conta que isto é um livro da Harlequin, não posso realmente dizer que não sabia que o romance ia ser o mais importante. O mal é que o romance é uma SECA comparado com os plots secundários. Parte de mim pergunta-se se a gaja não colou romance à pressão para poder submeter à Harlequin, porque realmente parece isso. Se o romance acontecesse mais tarde (livro 2 ou 3) teria muito mais piada, sobretudo porque neste primeiro livro, a gaja podia MESMO não gostar dele mas ser obrigada a andar colada a ele quando descobrisse que ela tinha poderes marados. E nem vamos falar do raio do triângulo amoroso.

Enfim. A protagonista é simpática, e bem menos sociopata\antipática que a Bella, a única queixa que tenho dela (para além de obcecar com o gajo e fazer cenas tristes por motivo nenhum) é que, volta e meia, não parecia uma adolescente a falar. Sobretudo nos diálogos com a tia. A tia é que parece ter 20 e poucos, e a miúda parece uma trintona.

No entanto, acho que vou ler os próximos livros. Com o romance já "despachado" neste livro, é muito provável que os próximos se dediquem a coisas mais interessantes.
"I believe in pink. I believe that laughing is the best calorie burner. I believe in kissing, kissing a lot. I believe in being strong when everything seems to be going wrong. I believe that happy girls are the prettiest girls. I believe that tomorrow is another day and I believe in miracles."

— Audrey Hepburn

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