O Poder da Convicção - António Patricio

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O Poder da Convicção - António Patricio

Postby pco69 » 17 Mar 2014 21:24

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O Poder da Convicção
Preço: €14.00

Autor: António Patrício
Colecção: Viagens Na Ficção
Páginas: 417
Data de publicação:Julho de 2012
Género: Ficção
Preço: 14,00 €
ISBN: 978-989-697-593-7

Mancebo, o inseguro recruta, nem queria acreditar no que os seus olhos viam no lado oposto da parada, enquanto aguardava pela formatura da manhã para mais um dia normal de instrucção, no quartel em Boane. Envolvido em sentimentos de grande ansiedade e expectativa, António ficava com enorme curiosidade ao ponto de se sentir atraído por aquela equipa de elite, cujos exemplares irradiavam com a sua presença uma luz de esperança, uma luz que iluminava o caminho a quem se sentia perdido na escuridão das incertezas, em termos futuros da vida militar.
A classe com que os senhores se apresentavam, a grandeza de sua pose, a expressão agressiva estampada no rosto e a posição enérgica e firme de inegável performance, eram atitudes, valores que transmitiam de forma objectiva e irrepreensível, óbvia mensagem de rigor, de poder e de audácia.

António, maravilhado, inteiramente afectado pela influência que nele exercia toda aquela manifestação militar, ficava então convicto de que o caminho a seguir por mais difícil que fosse o seu percurso, seria aquele em perspectiva, caminho que o elevaria a um patamar especial, que o consagraria com o estatuto invejável de "Comando"


Como já referi bastas vezes por aqui, a Guerra Colonial é uma espécie de 'Guilty Pleasure' das minhas leituras.

Tenho lido bastantes livros desse acontecimento. Uns melhores que putros. Uns muito bem escritos mas sem sumo, outros claramente escritos por 'não escritores' mas que se nota que foram escritos por quem 'esteve lá'.

Este é um desses casos. E no caso, sendo uma edição da Chiado, acredito que tenha sido quase uma 'edição de autor' sem muito apoio por parte da editora (se assim não foi, apresento as minhas desculpas à editora). É um livro que deveria ter passado por um editor. Daqueles que fazem sugestões e corrigem alguns erros básicos. Como utilizar várias vezes a palavra 'vos' quando se pretende a palavra 'voz' de 'falar'. Ou um excessivo hiperbolismo da escrita.

Nota-se que este livro foi escrito por quem 'andou lá'. É referido que não é uma autobiografia, mas sim baseado nele próprio e em camaradas seus. Tem bastante suor, sangue e lágrimas. Tem também bastante amor pelos camaradas e pela missão que desempenhou ao serviço de Portugal.

Nas mãos de 'escritor', como por exemplo João Aguiar (fui buscar este apenas porque adorei o seu 'Voz dos Deuses'), os dois anos passados em Moçambique pela 5ª companhia de Comandos, que é o que retratado neste livro, seria uma obra fantástica.

Não sendo um mau livro (muito longe disso), não é um romance, sendo mais um desfilar de acontecimentos na vida de 'António' (a personagem principal).

Uma das melhores partes é a instrução/formação do Comando. Muito bem descrito no filme seguinte:

Last edited by pco69 on 17 Mar 2014 21:54, edited 1 time in total.
Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

Ou seja, é extremamente perigoso fazer sexo ao ar livre com vento de frente, após ter tomado o pequeno almoço numa manhã de inverno...

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Bugman
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Re: O Poder da Convicção - Atónio Patricio

Postby Bugman » 17 Mar 2014 21:52

Já vi que a GC é mesmo prazer total. Quanto a editores revê melhor a começar pelo título! ;)
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Re: O Poder da Convicção - António Patricio

Postby pco69 » 17 Mar 2014 21:56

:P

Na melhor sopa cai o mel :D

http://comandosportugal.web44.net/compa ... s_moc.html

5a Companhia de COMANDOS de Moçambique (CCmds Moç.)

Cmdt: Cap Inf Cmd Lopes Martins

Cap Inf Cmd Garcia Lopes

Período: Fevereiro 1972 a Fevereiro de 1974

Regiões onde actuaram: Cabo Delgado, Tete e M. Sofala.

A 5a CCmds Moç. com o comando inicial do Capitão Lopes Martins e, depois, do Capitão Garcia Lopes, desenvolveu a sua actividade de Fevereiro de 1972 a Fevereiro de 1974. No período inicial em Cabo Delgado, até Maio, fez operações no planalto de Mueda, com captura de material e destruição de bases do inimigo. Em 25 de Março foi accionada uma armadilha montada pelas nossas tropas (Mocímboa do Rovuma), tendo morrido o Furriel José Pinto e ficando gravemente feridos mais um furriel e um soldado. De Junho de 1972 a Junho de 1973 a sua actuação decorreu na área de Tete, com pequenos períodos intercalares de descanso em Montepuez. Foram executadas bastantes operações - as habituais emboscadas, golpes de mão, batidas, patrulhamentos e nomadizações - tendo provocado mais de 50 mortos e cerca de 10 feridos ao inimigo e capturado cerca de 16 armas (cinco Kalashnikov e dez Simonov) e a destruição de muitas palhotas e celeiros, com a recuperação de população controlada pelo adversário. A 5a CCmds Moç. Não teve qualquer baixa registada nos relatórios das operações.

No quinto período de intervenção as acções foram executadas sob a dependência directa do Comandante do Batalhão de Comandos, Major Jaime Neves, que se fez deslocar para um posto de comando avançado, em Tete.

Com actividade idêntica, mas com poucos contactos com o inimigo, a partir de meados de Junho e até Novembro de 1973, actuou igualmente na área de Manica e Sofala (Vila Gouveia e Mungárí), sendo apenas abatidos três elementos inimigos e capturadas uma Kalashnikov e duas Simonov, além das normais destruições de acampamentos e celeiros e recuperações de população. Fez ainda uma última intervenção em Cabo Delgado de Dezembro a Fevereiro de 1974, com actuações também com base em heli-assaltos. Abateram alguns elementos inimigos e capturaram uma Kalashnikov e uma Simonov, exactamente nas duas operações em que sofreram também baixas: em 2 de Janeiro, no ataque à Base Manica, oito feridos ligeiros no accionamento de uma mina anti-carro e, em 7 de Fevereiro, numa emboscada, quando tiveram um ferido grave e três ligeiros, vindo posteriormente a falecer o Alferes Miliciano Fonseca Nabais, em consequência dos ferimentos em combate. Algum tempo depois, todos os grupos de combate em operações regressaram a Montepuez para passarem à disponibilidade em 23-2-1974.
Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

Ou seja, é extremamente perigoso fazer sexo ao ar livre com vento de frente, após ter tomado o pequeno almoço numa manhã de inverno...


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