Dois Diálogos entre um Padre e um Moribundo

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Cerridwen
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Dois Diálogos entre um Padre e um Moribundo

Postby Cerridwen » 24 Jul 2010 11:39

Dois Diálogos entre um Padre e um Moribundo
Marquês de Sade e Nuno Júdice


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Editora: Angelus Novus
Colecção Experimente no Sofá
Trad.: Bénédicte Houart
ISBN: 978-972-8827-73-1
Núm. de Páginas: 44
PVP: 4.5€

Sinopse: «Publicado apenas em 1926, o Diálogo entre um Padre e um Moribundo foi provavelmente escrito na Bastilha, em 1782, já que integra os manuscritos aí deixados por Sade antes da sua transferência para Charenton, uma semana antes da tomada da prisão parisiense. No diálogo, um padre obtuso e dogmático enfrenta um libertino ateu que defende a precedência das leis físicas sobre as morais, no que ao corpo respeita, derrotando o padre e arrastando-o para a perdição.»

Leitura de um excerto do livro: http://www.angelus-novus.com/admin/livros/uploads/doisdialexc.pdf

O escritor Marquês de Sade nasceu em França no seio de uma família aristocrática, em 1740. Estudou num colégio de jesuítas e entrou para o exército com 14 anos, onde permaneceu até aos 26 anos. Foi acusado de vários crimes sexuais e condenado à morte por crimes desumanos e envenenamento em 1772. No entanto, conseguiu fugir para Itália, onde foi detido e devolvido a França. Depois foi enviado para a casa da família da mulher, na Normandia. Mas, continuou a organizar orgias e teve jovens raparigas a servir de escravas sexuais, tendo sido novamente preso em 1777 e condenado a uma pena de 27 anos de prisão. Durante o período de encarceramento, começou a escrever romances sexuais e peças de teatro. Após a transferência para a prisão da Bastilha, em 1784, escreveu Les 120 Journées de Sodome (Os 120 Dias de Sodoma), que deu origem ao filme de Pier Paolo Pasolini com o mesmo título. Em 1791, escreveu Justine, em 1975, foi lançada a sua obra La Philosophie dans le Boudoir (A Filosofia de Alcova). Estreve preso apenas cerca de doze anos e conseguiu um posto importante em Paris. Todavia, foi detido novamente, em 1801 e enviado para a prisão de Charenton, onde começou o romance Les Crimes de l'Amour e encenou peças de teatro.

Nuno Júdice nasceu no Algarve, em 1949. Formou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa. Foi professor no ensino secundário e na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. E também conselheiro cultural da embaixada de Portugal em Paris, bem como, director do Instituto Camões na mesma cidade. Publicou várias obras de poesia, ensaio e ficção, incluindo Meditação Sobre Ruínas (1994, prémio da Associação Portuguesa de Escritores em 1994), A Partilha dos Mitos (1982), A Condescendência do Ser (1988), Enumeração de Sombras (1989) e Um Canto na Espessura do Tempo (1992). Foi galardoado com os prémios de poesia e de ficção (em ex-aequo com Pedro Rosa Mendes) atribuídos pelo PEN Clube português em 1985 e 1999 respectivamente, o Prémio Literário Fernando Namora (pelo romance O Anjo da Tempestade), o Prémio Cesário Verde "Consagração" em 2005 (pela obra O Estado dos Campos) e o Prémio Nacional de Poesia Ramos Rosa em 2007.

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