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Colecção Gente Independente - livros de bolso

Posted: 01 Feb 2010 19:58
by Cerridwen
A editora Cavalo de Ferro vai lançar a Colecção Gente Independente. O objectivo é publicar livros em formato pequeno com preços acessíveis.

Os primeiros títulos da colecção são:

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A Raposa Azul, de Sjón
Tradutor: Maria João Freire de Andrade
Género: Romance
112 Páginas
ISBN: 978-989-623-111-8
Lancamento: Fevereiro 2010

Sinopse: «O ano é 1883. A fria e irreal paisagem do Inverno islandês é o pano de fundo. Seguimos o padre, Baldur Skuggason, na sua perseguição à enigmática raposa azul. E no momento em que o padre prime o gatilho somos transportados para o mundo do naturalista Fridrik B. Fridriksson e da sua protegida, Abba, que sofre da síndrome de Down. Quando ela foi encontrada acorrentada às vigas de um navio naufragado em 1868, Fridrik fora casualmente em seu socorro. O destino de todas estas personagens está intrinsecamente ligado e, a pouco e pouco, de um modo surpreendente, é revelado neste fascinante romance que contrapõe à poética violência da natureza a barbaridade dos homens.»

Nordic Concil Literature Prize 2005

Leitura de um excerto do livro

Sjón nasceu em Reiquiavique, em 1962. É autor de livros de poesia, romances, peças teatrais e livros infantis. Recebeu vários prémios literários e foi nomeado para um Óscar pela letra da banda sonora do filme Dancer in the Dark de Lars Von Trier.

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Manuscrito encontrado em Saragoça, volumes 1 e 2, de Jan Potocki

Tradutor: José Espadeiro Martins
Género: Romance
432 Páginas (vol. 1); 382 Páginas (vol. 2)
ISBN: 978-989-623-124-8 (vol. 1); ISBN: 978-989-623-112-5 (vol. 2)
Lancamento: Fevereiro 2010

Sinopse: «Chegado a Espanha para assumir o posto de capitão dos Guardas Valões, o jovem oficial Alphonse Van Worden vê-se arrastado para uma estranha aventura. A serra Morena, que de forma intrépida escolhe atravessar no seu caminho para Madrid, goza à época (início do século XVIII) de uma sinistra reputação. Lugar maldito, habitado apenas por bandoleiros e ciganos, esconderijo de malfeitores e de demónios capazes de assaltar de mil terrores o viajante mais audaz. Alphonse atravessará este reino fantástico sucumbindo aos terrores e encantos de forças ocultas que colocarão à prova as suas frágeis certezas sobre a realidade.

Romance picaresco, conto fantástico, novela erótica, relato filosófico, livro que inclui todos os géneros narrativos, «Manuscrito encontrado em Saragoça» é considerado pela crítica uma obra-prima da literatura universal, comparável a Dom Quixote, Gulliver e O homem sem qualidades.»

Leitura de um excerto do volume 1

Jan Potocki nasceu na Polónia. Foi educado em França e na Suíça. Viajou por toda a Europa, pelo Norte de África e pela Rússia em missões diplomáticas ou viagens de recreio. Escreveu sobretudo livros de viagens e estudos históricos, uma peça teatral e diversos artigos sobre Arqueologia. A sua única obra literária é o incompleto Manuscrito encontrado em Saragoça, escrito cerca de 1804.

Fonte: Cavalo de Ferro

Re: Colecção Gente Independente

Posted: 03 Mar 2010 14:47
by Cerridwen
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OTesouro, de Selma Lagerlöf
Tradutor: Liliete Martins
Género: Novela
96 Páginas
ISBN: 978-989-623-113-2

Sinopse: «Numa pequena cidade costeira, os habitantes perguntam-se o que se passa com a natureza: é quase Verão e o mar continua gelado. Três soldados, nobres escoceses, aguardam que o seu barco desencalhe para partirem com um misterioso baú. Um deles, um homem elegante e bem vestido, reconhece a jovem Elsalill, que trabalha na estalagem após ter escapado aos assassinos que mataram toda a sua família. Elsalill não se lembra deste homem e dentro dela nascem emoções fortes que colocam a sua vida em risco.»

Leitura de um excerto do livro

A escritora sueca Selma Lagerlöf nasceu em Marbacka, em 1858. Concluiu o curso de educadora infantil em 1882, tendo sido professora durante vários anos. O seu primeiro romance, A saga de Gösta Berling, publicado em 1891, foi adaptado para o cinema em 1924. A Universidade de Upsala distinguiu-a com o doutoramento honoris causa, em 1907. Também é autora dos romances A viagem maravilhosa de Nils Holgerssn através da Suécia, Jerusalém, O foragido, a trilogia O anel dos Löwensköld, Os milagres do Anticristo e O Imperador de Portugália e dos livros de contos O livro das lendas e De um lar sueco, entre outras obras. Foi a primeira mulher a receber o Prémio Nobel de Literatura (1909) e doou a medalha de ouro do prémio para os esforços nacionais na luta contra os Nazis.

Re: Colecção Gente Independente

Posted: 03 Mar 2010 16:27
by Cerridwen
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Contos de amor, loucura e morte, de Horacio Quiroga
Título original: Cuentos de amor, locura y muerte (1917)
Tradutor: Ana Santos
Género: Contos
176 Páginas
ISBN: 978-989-623-114-9

Sinopse: «Quiroga é consensualmente considerado o fundador do conto sul-americano. Nestes pedaços de narrativa, ilustra de forma esmagadora a luta do homem contra o destino, as batalhas contra a natureza e a solidão incomensurável dos personagens, a presença totémica da morte, da doença, do lado negro da realidade; tudo nestas histórias segue um percurso de decadência que, contudo, estabelece uma espécie de catarse que exorciza a esperança.»

Leitura de um excerto do livro

O escritor uruguaio Horacio Quiroga nasceu em 1878. Após uma curta viagem a Paris, foi viver para Misiones. Teve uma vida atribulada, marcada pela escassez de meios económicos e por um número anormal de mortes acidentais e suicídios entre familiares e amigos. É autor das obras Los arrecifes de Coral (1901), Contos da Selva (1918), Anaconda (1921), Los desterrados (1926) e Más Allá (1935). É considerado um dos fundadores do conto moderno.

Re: Colecção Gente Independente

Posted: 11 Mar 2010 20:38
by Cerridwen
Entrevista a propósito da colecção Gente Independente: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=187&id_news=439226

«Porque decidiram avançar com uma colecção de bolso?
A Cavalo de Ferro tem neste momento um catálogo de títulos e de autores que já se pode considerar extenso, e que começa a não estar todo ele facilmente disponível, principalmente as nossas propostas mais antigas, algumas delas já esgotadas. Por outro lado, é um catálogo literário, mas que se destina a um público amplo. Pareceu-nos duas boas razões para lançar a colecção «Gente Independente».

Como analisa o livro de bolso? Vantagens e desvantagens?
Há claras vantagens do lado dos leitores, que beneficiam dos preços mais acessíveis. Acredito que o importante seja manter a qualidade, não somente das propostas editoriais mas também gráfica e dos materiais do próprio livro, apesar desses mesmos preços serem uma clara desvantagem para o editor nesse sentido. Esse é o grande desafio. E normalmente apenas se consegue com volume.

Se em Espanha o livro de bolso é uma certeza, em Portugal ainda há uma grande reticência para este formato por parte dos leitores. Porque?
Tem a haver com o nível de qualidade, de sofisticação, dos nossos leitores, e menos com o número. Em mercados onde o livro já deixou de ser na maioria dos casos um objecto de prestígio e para ocasiões especiais, mas se consolidou para o grande público como um meio de fruição, conhecimento e de entretenimento, um formato pequeno e a baixo preço é uma boa alternativa para diversificar e ter acesso a mais leitura.»

(excerto da entrevista)

Re: Colecção Gente Independente - livros de bolso

Posted: 18 Mar 2010 15:43
by Cerridwen

Re: Colecção Gente Independente - livros de bolso

Posted: 07 Apr 2010 12:28
by Cerridwen

Re: Colecção Gente Independente - livros de bolso

Posted: 21 Apr 2010 13:58
by Cerridwen
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Tudo o que sobe deve convergir, de Flannery O'Connor

Tradutor: Clara Pinto Correia
Género: Contos
304 Páginas
ISBN: 978-989-623-118-7

Sinopse: «Escritos ao longo de vários anos e alvo de constantes e obsessivos aperfeiçoamentos, os contos de «Tudo o que sobe deve convergir» foram sendo publicados separadamente, valendo à autora três Prémios O’Henry – o mais prestigiado prémio para contos dos Estados Unidos. Postumamente foram recolhidos, por ordem de publicação, num único volume, considerado pela crítica como mais uma das obras-primas de Flannery O’Connor.»

«A ficção de O’Connor tem o poder do humor, da crueza, da minúcia». Ana Marques Gastão in Notícias Sábado

Flannery O’Connor nasceu em Savannah, na Georgia, em 1925. Com doze anos de idade, foi viver para Milledgeville, também na Georgia. Estudou na universidade de Iowa, altura em que publicou a sua primeira história, The Geranium (1946). Com Sangue sábio, ganhou o Rinehart-Iowa Fiction Award para primeiro romance, em 1947. Em 1950 a mãe de Flannery foi informada, pelo médico de família, de que a filha estava a morrer com Lupus. Faleceu com 39 anos, após um período de doença prolongada. Deixou vários contos, coligidos pela autora em dois volumes (Um bom homem é difícil de encontrar e Tudo o que sobe deve convergir), dois romances (Sangue sábio e The violent bear it away) e, outros escritos como críticas e comentários. Para homenagear a autora,foi criado o Prémio de Conto Flannery O’Connor, atribuído anualmente atribuído a uma colecção de contos de grande qualidade literária.

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O falecido Mattia Pascal, de Luigi Pirandello

Tradutor: José Serra
Género: Romance
296 Páginas
ISBN: 978-989-623-116-3

Sinopse: «Cansado da sua monótona vida de arquivista, farto de um casamento que não funciona, importunado por uma sogra metediça, atormentado por credores, Mattia Pascal toma a decisão repentina de viajar até Monte Carlo. Com o pouco dinheiro que tem, joga no casino, ganha uma soma avultada e fica inebriado pela fortuna repentina. Na viagem de regresso a casa lê no jornal a estranha notícia da sua própria morte, por suicídio. Mattia Pascal morreu: finalmente livre e rico, poderá viver uma nova vida sob a capa do anonimato.»

Luigi Pirandello nasceu em Girgenti, na Sicília, em 1867. Estudou Filologia em Roma e Bona. É autor de várias obras, entre romances, contos, novelas e dramas. Várias dessas obras estão compiladas sob o título de Novelle per un anno (15 vols., 1922-37) e em Maschere nude (Máscara nua). Dos seus romances, destaque para Il fu Mattia Pascal (1904), I vecchi e i giovani (1913), Si gira (1916), e Uno, nessuno e centomila (1926). Foi galardoado com o prémio Nobel da literatura em 1934.

Re: Colecção Gente Independente - livros de bolso

Posted: 25 Jun 2010 21:38
by Cerridwen
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Khadji-Murat, de Lev Tolstoi

Tradutor: Olga Solovova
Género: Romance
184 Páginas
ISBN: 978-989-623-126-2

Sinopse: «Publicada postumamente em 1912, «Khadji-Murat» é a última obra de grande fôlego de Tolstoi. Uma história de luta e vingança. A história trágica e sublime do chefe guerreiro que decide abandonar os seus companheiros, que combatem obstinadamente contra a tirania do Czar e, para reivindicar a sua própria liberdade, se alia ao inimigo russo. Uma escolha sem retorno, que o fará ser refutado tanto por amigos como por inimigos. No seu estilo inconfundível, Tolstoi descreve os lugares e as paisagens do Cáucaso, um mundo inocente e violento, que conhecera na sua juventude – Tolstoi combateu na guerra que opôs populações locais ao Império Russo aquando da anexação da Tchetchénia e do Daguestão – realçando o simbolismo dos destinos individuais. Uma obra elogiada por gerações de leitores, que não perdeu a sua actualidade, fazendo ainda luz sobre a cruel história contemporânea.»

Leitura de um excerto do livro: http://www.cavalodeferro.com/upload/Pdf717.pdf

Lev Tolstoi é o pseudónimo de Lev Nikolayevich, Conde Tolstoi. O escritor russo Lev Tolstoi é também conhecido como Léon Tolstói. Nasceu em 1828 e morreu em 1910. É considerado um dos grandes escritores da literatura russa do século XIX. As suas obras mais célebres são Anna Karenina e Guerra e Paz.

Re: Colecção Gente Independente - livros de bolso

Posted: 10 Oct 2010 14:41
by Cerridwen
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A Biblioteca, de Zoran Zivković

Tradutor: Arijana Medvedec
ISBN: 978-989-623-137-8
Género: Contos
104 Páginas

Sinopse: «Livro vencedor do prestigiado World Fantasy Award, «A biblioteca» reúne seis histórias fantásticas ligadas à bibliofilia, fazendo-nos pensar em Jorge Luis Borges e na sua biblioteca infinita, mas também no universo de Kafka ou de Umberto Eco. No conto de abertura, um escritor descobre um site onde todos os seus livros, inclusive os que ainda não escreveu, se podem consultar; num outro, uma comum biblioteca transforma-se durante a noite num arquivo de almas; noutro, ainda, o Diabo decide estabelecer os níveis da literacia infernal.»

Leitura de um excerto do livro: http://www.cavalodeferro.com/upload/Pdf762.pdf

Zoran Zivković nasceu em Belgrado, em 1948. Graduou-se pela Faculdade de Filologia da Universidade de Belgrado e fez o doutoramento em Teoria da Literatura. É autor de romances, contos e ensaios sobre a literatura fantástica. Foi agraciado com diversos prémios, incluindo o prestigiado World Fantasy Award, e foi finalista do IMPAC.

Re: Colecção Gente Independente - livros de bolso

Posted: 16 Oct 2010 22:27
by DreamGazer
Eu ganhei o "A Raposa Azu", de Sjón num passatempo, mas ainda não tive oportunidade de ler. :o

Viagem ao País da Manhã - Hermann Hesse

Posted: 18 Jun 2011 20:24
by Cerridwen
Viagem ao País da Manhã
Hermann Hesse


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Editora: Cavalo de Ferro
Título original: Die Morgenlandfahrt
Tradutor: Mónica Dias
Género: Romance
88 Páginas
ISBN: 978-989-623-156-9

Sinopse: «Um grupo de membros de uma misteriosa Ordem participa numa viagem única, cujo fim não é alcançar um destino geográfico mas uma outra dimensão da realidade. Trata-se, afinal, de uma viagem iniciática e de autoconhecimento, em que os seus participantes vão ser testados, sem o saberem, quanto à sua fidelidade, crença, amor fraterno, e sobretudo quanto à sua fé na Ordem a que pertencem. São adeptos e irmãos nesta Ordem (que, mais do que religiosa se pressente espiritual) muitos personagens do domínio da História, das artes e dos próprios escritos de Hesse, como o pintor Paul Klee, Alberto Magno, o pintor Klingsor, o poeta Lauscher ou o barqueiro Vasudeva, bem como o próprio Hermann Hesse, que é protagonista nesta viagem em concreto. Todos eles participaram outrora nesta singular viagem, pertencente a um incessante movimento que desde sempre percorre os tempos, e em cujas fileiras todos os grandes nomes podem, a certo momento, encontrar-se. No entanto, este é apenas o primeiro de muitos segredos que o leitor destas páginas irá descobrir. Escrito como uma fábula e com um desfecho inesperado e surpreendente, este livro encoraja o leitor a desconfiar da realidade visível, que pode levar a um quotidiano cinzento e a impor uma visão altaneira e preconceituosa sobre o mundo, propondo-lhe, ao invés, e através de um nomadismo radical e interior, uma viagem perpétua em busca da autenticidade, da pureza do espírito e da união com o todo universal. Um livro encantador e pleno de simbolismo, sempre redescoberto por novas gerações de leitores.»

Leitura de um excerto do livro: http://www.cavalodeferro.com/upload/Pdf831.pdf

Hermann Hesse nasceu em 1877 e foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1946. É autor de obras como Peter Camenzide, Demian, Siddartha, O lobo das estepes e O jogo das contas de vidro.