Diz-me, dói muito quando eu faço isto?

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Diz-me, dói muito quando eu faço isto?

Postby Thanatos » 27 May 2005 12:21

<span style='font-family:Arial'>[size=125]*******AVISO*******[/color][/color]

O texto que se segue contém termos fortes e situações passíveis de impressionar menores. Não aconselho a leitura por menores nem por quem se ofenda com termos do calão.

<span style='font-family:Arial'>[size=125]*******FIM DE AVISO*******[/color][/color]























Ele amava-a. Sim. Amava-a para além de toda a compreensão. Amava-a tanto que até doía pensar que ela o pudesse rejeitar. Ou olhar para outro homem. Ele queria-a só para ele. Queria ouvir a voz dela todas as manhãs, saber que ela sonhara com ele, que queria saber dele. Queria que ela lhe falasse dos planos futuros. Da casa que iam ter e dos filhos que iam educar. Assim seria perfeito. Um mundo perfeito. Sem lugar para dor ou traições ou enganos ou pequenas mentiras. Era por isso que ele seguia agora atrás dela, mantendo uma distância respeitável, tentando passar o mais inconspícuo possível. Em breve iria falar-lhe do seu amor. Aquele amor enorme que preenchia todo o vácuo da existência informe dele. Mas isso seria mais logo. Agora tinha de a seguir. Conhecê-la um pouco melhor. Não convinha dar-se já a conhecer. Anteriormente tentara essa abordagem e nunca fora bem sucedido. Por breves momentos pensou nas outras... também as tinha amado. Mas tinha sido diferente. Que género de amor se pode ter por quem não nos retribui? Era melhor não pensar nisso. O que lá ia, lá ia. Concentrou-se no amor da sua vida. Que ia mesmo ali à sua frente, descendo a rua Augusta, olhando as montras aqui e acolá. Era tão linda. O seu amor era tão lindo.

Eleanora tinha frio e fome e estava assustada. No escuro da cave não via nada. Nem uma frincha de luz passava pela base da porta no alto das escadas. E o tornozelo inchara. Torcera-o quando fora atirada escadas abaixo e agora latejava surdamente no escuro. Mal se conseguia suster de pé. A voz estava rouca, rasgada de tanto gritar. Mas sabia que era inútil gritar. Tivera um vislumbre de para onde fora levada. Era um local remoto. Pelo menos não vira sinais de outras habitações. Apenas um casarão perdido no meio de um ermo. E suspeitava que a cave estava insonorizada. Às apalpadelas no escuro tentara conhecer a geografia da prisão. Batera com as canelas em vários objectos e pelo menos um deles era um balde. Já o usara para fazer as necessidades e cuidadosamente colocara-o a uma esquina onde facilmente, tacteando a parede, poderia voltar. Pelo menos não seria reduzida à vergonha de ter de urinar no chão.

Gabriel sentia-se confuso. As coisas não tinham corrido bem. As coisas não tinham corrido nada, mas mesmo nada, bem. Que complicação. O seu anjo, a luz da sua vida. O Sol que o alumiava. Não fora como ele tinha previsto. Primeiro ela dissera-lhe que as coisas não se resolviam dessa forma. Depois quando ele insistiu começou a ser irónica e até agressiva. E por fim rira-se dele. Ali mesmo à frente de todos aqueles estranhos, na cantina da faculdade. Rira-se na cara dele. Ele que fizera tanto por ela, que se privara de tanto, que lhe oferecera o coração numa bandeja. Gabriel ficou destroçado. Foi como se o mundo desabasse, finalmente, sob os ombros de Atlas. Ficara prostrado de infelicidade. Ó, como doía sentir o coração daquela maneira. Ele apenas quisera ser feliz. E viver feliz com ela. Será que ela não percebia isso? Como podia ela ser tão insensível? O seu anjo desaparecera. Esfumara-se. Já não tinha mais anjo. Gabriel novamente ficava sozinho. Inspirou o ar matinal. De tão frio que estava quase lhe queimou os pulmões. Para lá das colinas o Sol despontava lançando sobre a manhã gélida os raios dourados. Em breve a terra aqueceria. Talvez o seu coração pudesse então encontrar calor suficiente para sarar. Gabriel deu meia volta enfiou-se no carro. A viagem de volta à cidade ainda era longa.

Eleanora ouviu, antes mesmo de ficar cega pela luminosidade, a porta a ser aberta. Recortada no rectângulo forte de luz estava a silhueta do captor. Estava tão fraca e com tantas dores que nem teve alento para lhe perguntar nada. A silhueta desceu as escadas até meio onde se dobrou pousando num degrau um prato. Depois, e ainda sem uma palavra, subiu e trancou novamente a porta. Eleanora a custo arrastou-se, puxou-se e coxeou até à base das escadas. O tornozelo estava como se várias adagas estivessem cravadas. Inchara imenso e estava quente. Mais quente do que o resto do corpo que já de si estava febril. Perdera o rasto às horas que passara ali dentro. Horas? Talvez dias até. Na escuridão congeminara planos para escapar. Nenhum deles minimamente prático. Interrogava-se se alguém já dera pela sua falta. Provavelmente não. A Cláudia fora de fim-de-semana prolongado portanto do lado da colega de quarto só poderia esperar alguma coisa lá para Segunda-feira. E ela combinara tudo com o Horácio e telefonara à família a inventar uma desculpa de testes para preparar e estudos para fazer. Teria sido tudo tão bonito. Mas à última da hora o Horácio desmarcara e afinal o tal fim-de-semana transformara-se num imenso tédio. Até à altura em que fora à Baixa passear um pouco...

Era curiosa a forma como o amor cedia lugar ao ódio. Era tão fina a linha divisória. Num instante apenas, um olhar apenas, uma palavra apenas e tudo ruía. O amor que lhe sentia, os planos que arquitectara. As vidas em conjunto. Tudo se transmutava numa coisa informe, suja, nojenta, asquerosa. E agora? Quem era o dono? Quem estava por cima? Olhou para a mesa da cozinha. Tinha disposto os instrumentos em filas certeiras. Gostava das coisas assim. Arrumadas, certinhas e limpinhas. E aquela porca lá em baixo. A viver no meio dos excrementos. Aquela porca ia saber que ele não aturava porcas. Ia saber o que ele fazia às porcas. Pegou nas tiras de cabedal, na bola de golfe, na tesoura de podar e nas lâminas de bisturi. Estava na hora de fazer alguma coisa. Estava mais que na hora.

Abriu a porta da cave. Desta vez acendeu a luz interior.

Gabriel chegou ao campus por volta das 10 horas. A viagem aclarara-lhe as ideias. Tinha delineado o plano de acção e até já fizera uma chamada para pôr as coisas em movimento. O tal Horácio ia ver que havia certas coisas em que não se tocava. Principalmente não se tocava no anjo. No anjo dele. No fundo ainda tinha uma ligeira esperança de que tudo não tivesse passado dum mal-entendido. Largou o carro mesmo em frente da residência. Estavam todos a irem para as aulas. Mas talvez a Cláudia estivesse ainda no quarto. Ela só tinha aulas de laboratório da parte da tarde. Galgou as escadas do átrio até ao primeiro piso, correu corredor fora e bateu na porta do quarto. E bateu outra vez. Ninguém. Do quarto ao lado sairam duas raparigas a rirem que lhe lançaram um olhar de soslaio. Uma delas conheceu-o e cumprimentou-o com um aceno e um sorriso. Gabriel não retribuiu. Tinha outras coisas na cabeça. Bateu novamente mas era escusado. Afastou-se cabisbaixo pelo corredor e mesmo na esquina para as escadas deu de caras com o Horácio. O tipo ou não o conheceu ou fez de conta, ou nem reparou nele. Gabriel ficou a vê-lo seguir pelo corredor e ir bater à mesma porta. Estranho! Não sabia ele que ela não estava ali? Não era suposto terem tido um fim-de-semana todo romântico? A confusão que se tinha desvanecido na viagem instalou-se novamente, como um gato que se enrosca no lugar favorito do parapeito da janela. Era uma sensação que começava a ser até demasiado familiar. Mas então? Se ela não estivera com o tipo com quem estivera? Para onde fora ela? Será que havia ali mais alguma coisa de que ele nem sequer suspeitara? Saiu da residência. O telemóvel vibrou. Era o outro. Que lhe diria agora? Mas que grande embrulhada esta. Atendeu.

Pelo menos a puta não conseguia guinchar! Uma bola de golfe pela boca adentro e uma tira de cabedal bem apertada à volta da cabeça tinham as suas propriedades. O silêncio era apenas entrecortado pelos ocasionais ruídos guturais da vaca. Sem grandes cerimónias deu-lhe um bofetão na cara. O anel abriu-lhe um lanho no rosto. Pelo menos já se via algum sangue. As coisas só poderiam melhorar daqui para a frente.

Rasgou-lhe o top e arrancou-lhe as calças. Atirou os trapos para um canto. Mais tarde usá-los-ia para limpar a merda que estava ali pelo chão. Ou talvez a obrigasse a limpá-la com a boca. Ia pensar nisso. A gaja era uma puta tão convencida! Nem sequer usava sutiã. E usava daqueles fios dentais todos sexy. Ele ia-lhe mostrar o que era sexy. Com a tesoura cortou o fio dental e lentamente percorreu com a lâmina a coxa pela parte interior. Não carregou muito. Para já não queria mais sangue. Com a mão livre tocou-lhe no sexo. A puta estava húmida!

Sorriu. Isto ia ser interessante.

Pousou a tesoura e desapertou o cinto das calças. Ia-lhe mostrar o que era sexy. Olá se ia. Esta também ia aprender que não se rouba assim o coração impunemente. Há consequências a pagar. Castigos. A menina foi má e vai ter de pagar com o corpinho. Enfiou-se devagarinho dentro dela. Os olhos arregalados olhavam-no cegamente. As lágrimas misturavam-se no sangue. Não demorou muito a vir-se.

O gajo devia ser um parvo de primeira apanha. Putos de merda dos universitários. Não sabiam o que queriam. Merda para ele. Primeiro tinha encomendado o serviço. Agora já recuara. Putos betos. Demasiado dinheiro dos papás era o que era. A merda era que ele já falara com o Risinhos e já prometera nota da preta. Muito pilim. E agora? Cabrão do puto ia tossir o pilim nem que... olha nem que a vaca tussa. Por sorte ligara-lhe mesmo já no Monte da Caparica. Era um pulinho até ao sítio onde o gajo morava. Cabrão do caralho. Não se desmarca assim uma cena a um homem. Foda-se um gajo tem de manter a palavra. A palavra nestas coisas vale mais que um contrato daqueles todos pipis e assinados e autenticados. Betinho do caralho já ia ver se desmarcava ou não. Com o mano não fazia ele farinha. E não é que o cabrão ia ali à frente dele? Olha que porra de sorte. Quer dizer sorte a dele, azar do outro. Acelerou o carro até embater na traseira do outro. O cabrão travou. Ele travou. Sairam os dois do carro quase ao mesmo tempo. O outro ao vê-lo arregalou os olhos. Via-se que não estava à espera de o ver ali. E ainda ia arregalar mais os olhos quando visse o bastão de baseball que ele tinha atrás do assento. Cabrão de merda havia de tossir o pilim ou então tossia-o para a conta do hospital. Com o bastão na mão e sem sequer dizer uma palavra começou pelo farolim da esquerda do carro do beto.

Olhou para a puta. Mas que grande maçada. Não aguentou. As putas de merda nunca aguentam nada. Sabem bem dar cabo dum gajo e sabem ser tesas. Mas quando se chega a vias de facto é uma tristeza. Esta era mais uma vaca que não ia mugir mais. Calmamente tirou-lhe a mordaça. E a bola de golfe. Sempre se aproveitavam. Beijou-a na boca enfiando a língua. Sentiu-lhe os dentes. Tinha bons dentes a vaca. Pena que não se atrevera a deixá-la fazer uma mamada. Não se pode ter tudo. Mas sempre podia fodê-la mais um bocadinho. Agora pelo menos não resistia. E ainda estava húmida.

Gabriel nem queria acreditar que as coisas tivessem ficado daquela maneira. Mas que pesadelo! Acabara por pagar ao rufia só para ele não lhe partir mais o carro, ou os joelhos, como ele parecera dar a entender que faria se ele não pagasse o serviço que não chegara a ser feito. Mas que raio de ideia tivera de se vingar no Horácio. Se tivesse ficado quieto. Os ciúmes são do caraças. Se o seu anjinho o visse agora ali, especado no meio da estrada com os farolins partidos e o pára-choques metido dentro. E tudo porque tivera um ataque de ciúmes. Malditos ciúmes. Tinha de ser mais racional. Saber conter-se. Acabara, acabara. A vida segue. Mas por mais que tentasse racionalizar que Eleanora não o amava. Nunca o amara. Ele interpretara os sinais todos de forma errada. As noites juntos a verem velhos filmes na Cinemateca. As idas à praia. Os desabafos. Ela dissera-lhe que ele confundira amizade com amor. Ela nada sentia por ele. Nem poderia sentir. Via-o como um irmão mais velho. Um amigo. Nada mais que isso. Como doía ele lembrar-se da cara dela quando ele insistira. Tinha ficado agressiva. As lindas faces dela, distorcidas pela ira. Ira que ele provocara, era bem verdade. Mas tudo porque ela se recusava a ver que tinham sido feitos um para o outro. Era inegável. Até os amigos deles diziam isso. Que eles faziam um belo casalinho. Todos viam isso. Todos, menos ela. E no fim daquele dia em que ela saíra da cantina ele tinha ficado para trás, roendo os ciúmes. Sim, porque ela deixara bem claro que o coração dela pertencia ao Horácio. Nem tivera tempo de lhe dizer que pertencia o coração dela e de mais umas outras duas pelo menos. O Horácio. O garanhão da faculdade. Seria ela tão cega que não via que era apenas mais um número no telemóvel dele? Agora restava-lhe tentar perceber o que se passara no fim-de-semana. Se ela não tinha estado com o Horácio com quem estivera? E mais importante. Onde estava agora?

Quando acabasse aquilo tinha de enfiar uma cerveja fresca pelas goelas abaixo. O tempo não estava muito quente mas cavar era trabalho pesado e já estava naquilo há um bom par de horas. A continuar assim teria de arranjar uma mini-retro-escavadora. Algum dia ainda dava cabo das costas a cavar daquela maneira. Pensou na cerveja fresquinha dentro do frigorífico. Mas agora era má altura para parar. Não convinha nada que aparecesse por ali algum curioso porque mesmo dentro do saco preto eram inegáveis as formas humanas da puta. Paciência. Mais um esforço para alargar o buraco. Já não faltava muito. Pensou novamente na cerveja e redobrou os esforços. Esta era a parte chata. Tanto amor e acabava sempre em trabalhos. Que raio de vida aquela!

Com o tempo Gabriel esqueceu Eleanora. De tanto indagar por ela junto de Cláudia acabou por se aproximar desta. E a pouco e pouco foi descobrindo que Cláudia, à sua maneira, era também um anjo. Um anjo lindo e meigo. Muito mais meigo do que Eleanora alguma vez tinha sido para com ele. Com o tempo todas as feridas saram.

Ele amava-a. Sim! Amava-a para além de toda a compreensão. Amava-a tanto que até doía pensar que ela o pudesse rejeitar. Ou olhar para outro homem.

Ele queria-a só para ele.
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Re: Diz-me, dói muito quando eu faço isto?

Postby Samwise » 27 May 2005 12:52

:bow:

É um registo totalmente diferente daqueles que tens colocado recentemente. Está num estilo mais simples e directo (nos outros contos acabo por encontrar sempre palavras que não conheço... :lol: ).
É preciso coragem para escrever uma coisa destas!!! Gostei imenso de o ler.
Na primeira leitura fiquei um bocado confuso com o "quem é quem"... (a parte do tipo que foi contratado baralhou-me um pouco). Da segunda vez lá percebi as coisas.

Gosto, de uma maneira geral, de todos os textos que aparecem por aqui postados, mas há dois autores que me fazem babar e chorar por mais... Por razões diferentes: tu e o TRiiAd.
Já não se trata de confirmar ou não a qualidade dos posts. Trata-se de sorver, avidamente, a doçaria em cima da mesa!

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Re: Diz-me, dói muito quando eu faço isto?

Postby Thanatos » 27 May 2005 13:02

Na primeira leitura fiquei um bocado confuso com o "quem é quem"... (a parte do tipo que foi contratado baralhou-me um pouco). Da segunda vez lá percebi as coisas.


A questão da confusão tem a ver com o facto dos textos que eu coloco online serem invariavelmente «crus» ou seja são escritos e têm uma revisão mínima. Por isso há pormenores que não ficam suficientemente claros. Em posteriores revisões (caso eu pretenda seguir com isto para algum outro lado que não a net) é natural que clarifique as coisas. O que tentei foi dar a cada personagem uma voz própria por forma a que mesmo que inicialmente o leitor pense que já identificou quem é quem com o correr do texto apercebe-se que eles «pensam» de forma diferente. Curiosamente reparei que houve duas personagens que ficaram sem nome... ;)

Já não se trata de confirmar ou não a qualidade dos posts. Trata-se de sorver, avidamente, a doçaria em cima da mesa!


:blush: Pôxa vida, cara! Pela parte que me toca muito obrigado! É por estas e por outras que lá continuo insistindo em ir alinhavando umas frases. :tu: Obrigado pela força.
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Re: Diz-me, dói muito quando eu faço isto?

Postby Riobaldo » 27 May 2005 13:11

Obrigado pelo elogio aos meus textos :D já volto para ler este do Thanatos. Agora vou tomar banho e almoçar :clap:
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Re: Diz-me, dói muito quando eu faço isto?

Postby Archie » 27 May 2005 13:28

Samwise, prepara-te para me inserires nesse grupo de 'sorvetes' após leres o meu poema para o concurso dos dragões.
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Re: Diz-me, dói muito quando eu faço isto?

Postby Samwise » 27 May 2005 15:22

Archie wrote: Samwise, prepara-te para me inserires nesse grupo de 'sorvetes' após leres o meu poema para o concurso dos dragões.

I Can't Wait'a do it!

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Re: Diz-me, dói muito quando eu faço isto?

Postby Cerridwen » 27 May 2005 16:50

Quando vi o aviso, pensei que fosse um daqueles textos "hiper-violentos", recheados de palavrões, que aparecem algures pela internet. Mas afinal não é tão vilento como eu pensava. :whistle:

Um bom texto e, como já foi dito, com linguagem de fácil compreensão. Apreciei o "confronto" (não é nem o que eu queria dizer, mas não acho a palavra certa) entre o amor e o ódio, como se ambos lutassem entre si. :)

(espero que sejam aceites comentários de menores).

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Re: Diz-me, dói muito quando eu faço isto?

Postby Thanatos » 27 May 2005 16:59

Cerridwen wrote: (espero que sejam aceites comentários de menores).

Quer dizer que mesmo com o aviso vieste ler? :huh:

^_^ Obrigado pelas palavras. Eu sei que não está tão forte assim, mas dado algum conteúdo achei por bem por o aviso. E refreei-me bastante em certas secções... fica para uma outra altura.

Não sei se conheces o Irmã da Noite que postei no outro fórum... estou a pensar reescrever esse. Se o colocar aqui ainda passo a ser alvo de investigação da PJ. :P

Novamente obrigado pelos comentários, mesmo que tenhas infringido o aviso. B)
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Re: Diz-me, dói muito quando eu faço isto?

Postby Cerridwen » 27 May 2005 17:28

Quer dizer que mesmo com o aviso vieste ler?  :huh:


Claro, depois de ler o aviso ainda fiquei com mais vontade de ler o texto. :devil: Ainda por cima ultimamente já quase nada me impressiona e não me ofendo com termos de calão (a menos que sejam dirigidos à minha pessoa com más intenções).

Não sei se conheces o Irmã da Noite que postei no outro fórum... estou a pensar reescrever esse. Se o colocar aqui ainda passo a ser alvo de investigação da PJ.  :P


Conheço o Irmã da Noite. Na altura em que o li ainda não estava habituada a ler textos de um género tão cru, daí nunca mais me ter esquecido dele.

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Re: Diz-me, dói muito quando eu faço isto?

Postby blueiela » 01 Jun 2005 09:38

Thanatos,


Quando li o teu texto pela primeira vez, faltaram-me por completo as palavras para exprimir o que senti naquela altura.

Então preferi serenar os sentidos que ficaram bem despertos, antes de o comentar :P

Antes de mais, vou dizer-te que o modo duro e frio que empregas nas palavras recordou-me um escritor espanhol que aprecio muito "José Ángel Manas".

Não sei, se conheces um dos livros dele "Sou um escritor frustrado"?Se não conheces recomendo-te vivamente porque a história é fascinante.

Mas voltando ao teu texto, e desculpa ter divagado um pouco...amei por completo!

Eu podia ter dito que gostei, ou simplesmente que adorei, mas sabia a pouco...amei é a palavra certa.

Soberbo, cruel, quase rondando os limiares da demência :rolleyes:

Belo trabalho!


beijos

blue
<!--coloro:#0000FF--><span style="color:#0000FF"><!--/coloro-->É nas palavras que encontro o meu ninho de repouso...<br />nas suas asas alcanço o limite do imaginário!<!--colorc--></span><!--/colorc--><br /><br /><br /><!--sizeo:5--><span style="font-size:18pt;line-height:100%"><!--/sizeo--><a href="http://devaneiosazuis.blogspot.com/" target="_blank">Devaneios</a><br /><br /><a href="http://cortarpalavras.110mb.com" target="_blank">Cortar palavras num só golpe</a><!--sizec--></span><!--/sizec-->

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Re: Diz-me, dói muito quando eu faço isto?

Postby Thanatos » 01 Jun 2005 10:00

Obrigado pelas vossas palavras, Mad_Reader_Girl e blueiela.

Não conheço José Ángel Manas mas vou ficar atento nas livrarias. Quem sabe é alma gémea. :)

quase rondando os limiares da demência


Vou aceitar como elogio! :D

O texto não está totalmente revisto. Como penso que já enunciei os que posto online raramente beneficiam de um tratamento final. Muitas vezes são um primeiro (ou segundo) rascunho de ideias que considero já terem substância suficiente para serem lidas.

A todos os que têm tido a paciência de me ler um muito obrigado. ;)
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Re: Diz-me, dói muito quando eu faço isto?

Postby Drops » 01 Jun 2005 10:56

:unsure: Eu acho que nós (mas posso apenas falar por mim... ) é que deviamos agradecer por nos dares a oportunidade de "te" ler...

Foi no mínimo arrebatador.

Obrigada Thanatos.
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Re: Diz-me, dói muito quando eu faço isto?

Postby Thanatos » 30 Jun 2005 08:59

Drops e Dark Angel! Obrigado por terem tido a paciência de ler este texto. É sempre bom receber feedback, mais que não seja porque incentiva a prosseguir.
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