José Saramago

Escolha um autor e fomente uma discussão sobre a sua obra e a sua vida
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Samwise
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Re: José Saramago

Postby Samwise » 19 Jun 2007 10:48

DLuciano wrote:Mas mesmo assim, se me falares na "janga de pedra", "memorial do convento" ou o "homem duplicado" acho-os livros banais, que não me despertam o mínimo interesse.


Banais? Banais no sentido de "vulgares"? Acho estranho que penses assim. Uma coisa é dizeres que não gostas (a aí, mesmo que não especifiques o porquê, aceito a opinião), agora... banais???? Quase me lava a pensar que não leste nenhum livro dele.

Nada naquele modelo é banal, desde a estranheza semântica (uma certa "oralidade", que efectivamente irrita muita gente ao não seguir estritamente as regras gramaticais), passando pela riqueza no vocabulário (quantos autores vês por aí assim?), pelo uso ostensivo de figuras de estilo, pela maneira quase sempre irónica como retrata a sociedade, e a acabar nos pormenores de ficção (especulativa) que polvilham a imagem do real nas suas histórias.

Digo que ele está sobrevalorizado porque os livros, e a forma como escreve, a mim não me diz nada de especial. Nem lhe reconheço genialidade alguma na escrita. Nunca li nada dele que me pusesse a pensar "aqui está um grande escritor".


How hard have you tried?

Que livros efectivamente leste (ou tentaste ler) de Saramago?

Eu era (mais ou menos) como tu. Se leste este tópico com atenção terás reparado que detestei ler o "Memorial do Convento" da primeira vez que lhe peguei. Passados uns anos voltei a tentar (dessa vez tentei com mais força :mrgreen4nw:) - e fiquei apaixonado pela escrita (e pelo conteúdo, também).
E há aí mais pessoal que foi pelo mesmo caminho (estou-me a lembrar do Wimsey, por exemplo, que apredejava o autor a torto e a direito, e agora "vai gostando").


Quanto à vida real do homem... dele apenas sei que é comunista, que de vez em quando profere declarações polémicas (com algumas concordo, com outroas nem tanto), que vive em Lanzarote, e pouco mais. E isto não chega, nem de longe nem de perto, para o avaliar enquanto homem. Nessa vertente, os livros dele falam-me muito mais alto! - Na verdade, os livros são única coisa que dele pretendo avaliar (lol).


Sam
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Re: José Saramago

Postby Samwise » 19 Jun 2007 15:40

Parece é que cada vez nos desentendemos mais...

DLuciano wrote:Mas, em relação à escrita em si (que no fundo é o que interessa aos leitores), o que tu referes da escrita dele lembra-me logo o Ricardo Araújo Pereira quando disse, sem bem me lembro, que no Memorial do Convento "a língua portuguesa aparece reinventada".

A "reinvenção Saramago" surgiu antes disso - no "Levantado do Chão".

Ora, eu não gosto da "invenção" do Saramago, nem concordo que aquilo seja um hino à escrita.
Gostos são gostos. Não sei que afirmou que aquilo era um hino à escrita. Se o pretende ser ou não, não faço ideia. O que é, é uma maneira inovadora de escrever (porventura fora dos moldes gramaticais mais correctos), assim com a têm outros autores, o Peixoto, como tu referes, e o Lobo Antunes, por exemplo.

Eu gosto de ler um texto bem escrito, não importa o conteúdo, mas sim a forma. E para mim aquilo é igual a nada.

Sim, estamos a falar apenas de forma neste caso. O que é bem escrito, para ti??? (e se me vais dizer que é algo que respeite o português, nem vale a pena tocares no teclado, porque por aí não chegas lá)

Eu se quiser um escritor que escreva de uma forma um pouco diferente leio José Luís Peixoto (lê o Morreste-me ou Uma Casa na Escuridão e vais ver o que digo).

O que é uma "escrita um pouco diferente"? (é que todos os escritores são únicos e insubstituíveis - são todos diferentes)

Se quiser um escritor que retrate a sociedade com ironia leio Eça, e ninguém a usava melhor do que ele.
Nada a ver uma coisa com a outra. A forma de ironia do Saramago mantém a imagem do real, a forma do Eça abusa da caricatura (e não estou aqui a discutir qualidade).

Se quiser ler uma escrita "forte" e original leio Cadernos do Subterrâneo de Dostoievski.

Mais uma vez... o que consideras "escrita forte"? Será que já estamos a entrar no capítulo do conteúdo? (é que para mim, a escrita do Saramago é bastante forte em termos de conteúdo - e não só).

Ao Dostoievski, e como dele só posso ler as traduções, estaria a cometer um injustiça se o comparasse assim sem mais nem menos (sem nenhum ponto de referência).

e irrita-me do sobremaneira, quando sai um livro dele como foi o "Homem Duplicado", ou o mais recente que ele lançou, que agora me escapa o nome, mas tem qualquer coisa a ver com morte, ver toda a gente ir a correr comprar apenas porque é do premiado Saramago.
Tens, de certeza, bases que suportem este teu argumento... (que toda a gente vai a correr comprar só porque é do Saramago)

E mais, ver todas as pesoas render-lhe elogios, sem provavelmente nunca terem lido nada dele ou não conhecerem mais nenhum autor. O facto de ele ter sido agraciado com o Nobel despertou tudo isto, e isso irrita-me.

idem, aspas...

E para mim um livro dele tem tanto valor como um da Margarida Rebelo Pinto, ou seja: nenhum.

Entendo que (não) gostes tanto de um como de outro, mas não entendo que os compares em termos de qualidade artística. (pois... é verdade.... também toda a gente vai a correr comprar os livros da MRP - ela é uma autêntica fazedora de Best-Sellers - e *atenção isto* não ganhou nenhum Nobel, pelo menos por enquanto).

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Re: José Saramago

Postby annawen » 19 Jun 2007 17:27

DLuciano wrote:A minha base é simples: aquando de um lançamento de um livro dele, vais a uma livraria e olhas para o Top dos mais vendidos, entendes logo o que digo. Achas que aquela gente toda comprou o livro porque gosta relamente dele? da obra dele? da escrita dele? ou apenas porque ouviram dizer que um Nobelizado lançou um livro?! eles compram-no porque fica bem comprar Saramago. E sabes bem que é verdade. Da mesma maneira que hoje em dia fica bem comprar Lobo Antunes, podem até nem entdender os livros, mas compram-no porque é "da moda".

E que culpa tem o escritor das intenções dos leitores?

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Re: José Saramago

Postby Pedro Farinha » 19 Jun 2007 19:43

Gostos são gostos e por isso é que discutem. Noutros casos lamentam-se...

Eu já li muita coisa de Saramago e, a par com o JLPeixoto, são os dois autores portugueses que mais aprecio naquilo que aqui há uns tempos o Sam chamou da rugosidade da escrita.

Na minha opinião, goste-se ou não, é evidente que Saramago tem um estilo próprio. Isto não é um elogio - é uma constatação. Existem outros autores com estilos muito característicos e que, na minha imodesta opinião, não valem nada - Paulo Coelho é um exemplo. A MRP não, porque o estilo não é característico, é comum.


Agora eu que sou admirador confesso de Saramago, enquanto escritor, nem o posso ouvir falar. Acho-o extremamente irritante também.

Outros há que os acho encantadores como pessoas e que penso que deviam dedicar-se a outra coisa porque para a escrita não têm muito jeito.

Agora Saramago também tem duas fases, a primeira d'o Memorial, mais histórica ainda que sempre com fantasia. E outra mais recente, com a escrita mais apurada, em que se limita a inventar uma situação impossível e a imaginar como é que personagens "normais" reagiam nessa situação.

Para quem não é apreciador de Saramago, recomendo vivamente não começar nem pelo Memorial, nem pelo Ano da morte de Ricardo Reis e muito menos pelo alevantado do chão.

Mas sim pelo Homem duplicado, A caverna ou Ensaio sobre a cegueira.

Já agora uma curiosidade, Saramago andou anos a tentar escrever poesia, e até publicou umas coisas fraquitas, até que desistiu e pegou na prosa - quase uns 15 anos depois.

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Re: José Saramago

Postby Steerpike » 19 Jun 2007 23:48

DLuciano wrote:Saramago? Bah! nem oferecido! É o escritor mais sobrevalorizado em Portugal. E acho que muita gente que se refere a ele como a grande referência da língua portuguesa, está a dizer um grande disparate.


Ora cá está uma opinião que subscrevo completamente uma vez que o Saramago, para além de escrever mal, com aquela gramática tortuosa e uns apartes intermináveis e sobremaneira irritantes que sinceramente não interessam ao Menino Jesus, o rebento divino que como todos sabem chegou ao mundo na mais santa das noites, e também a mais longa, mas talvez não tão longa quanto esta que vivemos hoje, e a passou ora nas palhas estendido ora nas palhas deitado, um pouco como o próprio Zézinho descansando sobre os louros de um Nobel imerecido algures em Lanzarote, decidindo entre aparições, porque de aparições se tratam, como a da Virgem aos pastorinhos ou neste caso do vigário ao rebanho, e que servem apenas para ele mandar o que sói apelidar-se de "bocas foleiras", decidindo dizia eu qual das suas listas de compras impingirá de seguida ao público português, livro após livro em que nunca explora o derradeiro potencial das parcas ideias que para lá leva, chegando ao cúmulo de se recusar cobardemente a dar a uma história aquilo que seria a sua conclusão lógica ou, se não a conclusão lógica, no mínimo a mais interessante, como na infame _História do cerco de Lisboa_, que trata de uma derrota mourisca e uma outra saramaguenta e que ainda o ano passado me obriguei a reler como parte de uma pesquisa que encetei mas que se revelou infrutífera, estéril como quase sempre se revelaram os gatafunhos do velho comuna, estéril como as escarpas vulcânicas de Lanzarote, e de onde não brota a exuberante orquídea da originalidade mesmo havendo quem cite o viço imaginativo de um _Ensaio sobre a cegueira_, alguém que porventura nunca terá lido _O dia das trífides_ do John Wyndham ou teria pensado duas vezes antes de cometer tal gaffe.

Pronto, vou voltar a fechar a garrafinha de vitríolo. _O Ano da Morte de Ricardo Reis_ até que é um livro bastante decente. Mas confesso que tanta adulação tira a pouca vontade que já há para dizer bem do homem.

Abraços,
Luís
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Re: José Saramago

Postby Thanatos » 20 Jun 2007 00:06

Epá Steerpike, desculpa lá mas penso que os "objectivos", se é que de tal coisa se pode falar quando alguém deita um livro ao mundo (para continuar na veia dos meninos nascidos em manjedouras) no que concerne ao que quer o Wyndham quer o Saramago pretendiam nessas obras citadas devem estar nos antípodas.

Para mim e por muita perspectiva sociológica que se queira impingir ao Day... aquilo não é mais que um romance de FC sem outros pretensiosismos que não seja o de meter as personagens em constantes apuros.

Já o do Saramago é pretensiosismo e pomposidade do princípio ao fim. :biggrin:
Não importa como, não importa quando, não importa onde, a culpa será sempre do T!

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Re: José Saramago

Postby Steerpike » 20 Jun 2007 00:28

annawen wrote:Porque penso que não é bem a escrita dele, é mais o homem.


For what it's worth, tento, sempre que possível, separar as qualidades e defeitos de um autor da sua obra. Caso contrário não estaria a ler Céline ou Alfau, que escreviam bem apesar do seu fracasso como seres humanos. No caso do Saramago, são as duas coisas. O homem não é capaz de abrir a boca sem dizer uma asneira qualquer, como no discurso do Nobel, em que decidiu contrastar, mas com um dedo acusatório, o progresso científico e a fome em África (em vez de criticar, SEI LÁ, os investimentos absurdos na indústria da guerra ou o dinheiro desperdiçado na atribuição de prémios literários). O último faux pas de que tomei conhecimento foi a carranca franzida do Saramago quando o apresentaram ao escritor Philip Graham, carranca mais do que justificada pela nacionalidade norte-americana do último (que se calhar até apoia o Bush, a invasão do Iraque e o massacre de cachorrinhos a golpes de marreta), durante a festa que se seguiu a uma palestra de homenagem ao nobelizado . . . na residência do embaixador dos EUA em Portugal. Hypocrisy, thy name is José. Eu posso ser uma besta às vezes (quase sempre, vá lá), mas o nosso amigo Saramago é de uma raça ainda mais pura.

Sobre a escrita, ver acima. :wink:

Abraços,
Luís
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Re: José Saramago

Postby Steerpike » 20 Jun 2007 00:46

Thanatos wrote:Epá Steerpike, desculpa lá mas penso que os "objectivos", se é que de tal coisa se pode falar quando alguém deita um livro ao mundo (para continuar na veia dos meninos nascidos em manjedouras) no que concerne ao que quer o Wyndham quer o Saramago pretendiam nessas obras citadas devem estar nos antípodas.


Falava da originalidade em si, porque a idea do Saramago, a do colapso da civilização devido a uma pandemia de cegueira, é a mesma da do Wyndham, mas com um atraso de 40 ou 50 anos. É difícil ser claro quando se escreve daquela maneira. :wink: Quanto ao resto, de facto prefiro mil vezes a simplicidade do _Day of the Triffids_ às discorrências do Saramago, mesmo admitindo que o _Day of the Triffids_ não seja um GRAAAANDE livro e esteja agora um tanto datado. Enfim, esquisitices.

Abraços,
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Re: José Saramago

Postby Samwise » 20 Jun 2007 10:23

DLuciano wrote:Apenas o samwise me perguntou em que é que eu me baseava e eu respondi.

Respondeste, mas não respondeste (não justificaste nada). E eu não perguntei (lol)! Fiz uma espécie de afirmação implicativca (lol) - disse que devias de ter bases que sustentassem as tuas suspeitas (que não tens - ninguém tem).

É por isto que digo que toda a gente vai a correr comprar Saramago, porque é os escritor da moda. Ou pelo menos era, agora é mais Lobo Antunes...

Acredito que muita gente tenha ido comprar Saramago, sem saber ao que ia, nos tempos que se seguiram ao prémio.

Não acredito que, por moda, as pessoas comprem Saramago hoje em dia. Sim, 'tá bem, algumas pessoas se calhar procedem dessa maneira - uma pequena minoria. Mas não vamos fazer disso caso geral! (e não tenho base para suportar esta afirmação - é o que penso que sucede).

Muito menos acredito que comprem (e que leiam) Lobo Antunes por estar na moda!

Quanto ao Eça de Queirós, e pegando num fio que ficou aí pendurado - Tu não podes chamar Eça à discussão, dizer que ele é o melhor, e com isso justificares que o Saramago não vale nada (isto para não falar, como já falei, de serem moldes de escrita totalmente diferentes). Lá por um ser muito bom (e nisso do Eça concordo contigo), não quer dizer que o outro não o seja também. Que raio de raciocínio é esse?

O que te safa é que ainda vais admitindo que o ódio pela escrita dele pode ser
um derivativo do ódio pelo homem em si. :tongue:

Sam
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Re: José Saramago

Postby Samwise » 20 Jun 2007 10:52

:rolleyes: SteerPike no seu melhor (cai o martelo de Thor sobre a cabecita do prego)!

Steerpike wrote:para além de escrever mal,

Mas ele escreve mal? É que não dei por nada!

livro após livro em que nunca explora o derradeiro potencial das parcas ideias que para lá leva
Nem são parcas as ideias, nem a exploração do seu potencial é anémica. Podem não seguir o teu ideial de desenvolvimento lógico, mas isso já não é problema dele. Que raio - isto está tomar proporções de linchamento público.

chegando ao cúmulo de se recusar cobardemente a dar a uma história aquilo que seria a sua conclusão lógica ou, se não a conclusão lógica, no mínimo a mais interessante,
Mas isso é algum requisito literário? Acabar as hitórias de maneira lógica? E interesante para quem? Como agradar a todos os leitores?
Cobardemente? Hein?

e de onde não brota a exuberante orquídea da originalidade mesmo havendo quem cite o viço imaginativo de um _Ensaio sobre a cegueira_, alguém que porventura nunca terá lido _O dia das trífides_ do John Wyndham ou teria pensado duas vezes antes de cometer tal gaffe.
O viço imaginativo do "Ensaio Sobre a Cegueira" não se esgota, creio, na ideia de pôr toda a gente às apalpadelas. Isso é ignorar todo um desenvolvimento de uma obra (goste-se ou não dela) para lá das primeiras vinte ou trinta páginas.
Mas não, como o homem se calhar pegou numa ou noutra ideia que ouviu ou leu para aí, não, ele não é nada original, limita-se a copiar livros que forma escritos, com outros objectivos, há não sei quantos anos atrás.
Pois, o "Levantado do Chão" também é uma cópia disfarçada do "As Vinhas da Ira", há quem diga - é que de original aquilo não tem nada.

Pronto, vou voltar a fechar a garrafinha de vitríolo. _O Ano da Morte de Ricardo Reis_ até que é um livro bastante decente.

:lol2: "bastante decente"? :lol2:

Isto é uma maneira de dizer bem de um livro, mas não dizer assim tão bem?

Mas confesso que tanta adulação tira a pouca vontade que já há para dizer bem do homem.

:dry:

Sam
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