O Mago - Warlock - Wilbur Smith

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Sofiushka
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O Mago - Warlock - Wilbur Smith

Postby Sofiushka » 12 Feb 2011 14:54

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"Set in Ancient Egypt and following on from River God and The Seventh Scroll, Warlock marks the return of the world's finest adventure writer. After the death of his beloved Queen Lostris, Taita performs the rites of embalmment and burial for her. Then, stricken with grief, he retreats into the forbidding deserts of North Africa, where he becomes a hermit. Over the years that follow he devotes himself to the study of the mysteries of the occult until, armed with these extraordinary powers, he gradually transforms himself into the Warlock.

Now Taita answers the summons from the beyond. He leaves the desert vastness and returns to the world of men, to find himself plunged into a terrible conflict against the forces of evil which threaten to overwhelm the throne and the realm of Egypt, and to destroy the young prince Nefer, who is the grandson of Queen Lostris."


Neste terceiro volume da saga Egípcia, voltamos a ver Taita, desta vez um homem velho que passou anos a estudar as artes místicas em solidão. Mas o reino precisa dele novamente, e Taita regressa, para se envolver em estratagemas políticos e batalhas pela segurança do Egipto e do seu legítimo faraó.

Desta vez a narrativa é apresentada na terceira pessoa, o que por um lado permite mais liberdade no acompanhamento da história, mas por outro perde aquele registo íntimo de ver tudo pelos olhos de Taita. No entanto, isto não diminui os pontos fortes a que fomos sendo habituados. As descrições continuam ricas, as batalhas envolventes, as personagens interessantes e a intriga apaixonante.
Taita continua a ser a mesma mãe-galinha ardilosa de sempre. A idade trouxe-lhe apenas um pouco mais de temperança, e o estudo isolado do oculto no deserto deu-lhe alguns conhecimentos que lhe vão dar alguma vantagem sobre os inimigos do reino. De novo tem a seu cuidado um jovem pretendente ao trono para educar e acompanhar na jornada para se tornar um homem e reclamar o título de faraó. De novo o Egipto é assolado por traidores cruéis que usam o trono para proveito pessoal. O número de confrontos e batalhas desta vez ocupa quase o livro todo, o que aumenta consideravelmente o ritmo da acção.

Não posso dizer que me tenha absorvido tanto como a perfeição que é River God, mas é um livro na mesma fascinante e em que vale muito a pena deixar-se envolver.

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Re: O Mago - Warlock - Wilbur Smith

Postby pageHunter » 12 Feb 2011 15:47

Boa opinião Sofiushka :tu:

Tenho de ler este ainda este ano, e as minhas expectativas são bem altas!
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Re: O Mago - Warlock - Wilbur Smith

Postby pageHunter » 06 Jul 2011 20:48

Estou sensivelmente a meio deste livro. Já andava a "ressacar" por um regresso ao antigo Egipto de Wilbur Smith :bow:

Estou a gostar bastante do livro, mas pelo menos até ao ponto onde cheguei não é comparável à obra prima que é o River God. A história não é contada pelo Taita e com isso perde-se um dos pontos que mais gostei no primeiro livro que foi a visão do escravo sobre o Egipto, uma visão distorcida pelos amores e ódios dele mesmo. O próprio Taita deste livro está diferente, mais maduro mas ao mesmo tempo sem a irreverência de que tanto gostei de ler no primeiro livro.

Ainda assim um grande livro sem qualquer sombra de dúvida. A intriga é daquelas que nos coloca a roer-mo-nos de ódio pelos maus da fita, e estou a acelerar o ritmo de leitura à medida que o ritmo aquece. A descrição dos espaços, das batalhas e outros momentos chave do trama são de uma riqueza enorme. A descrição dos rituais de mumificação e funeral do faraó Tamose, a descrição do primeiro encontro romântico entre o príncipe Nefer e a sua noiva prometida Mintaka são dois pontos altos do livro, em que o Wilbur Smith demonstra a sua capacidade de criar imagens com palavras!

Quando terminar venho cá actualizar a minha opinião final sobre o livro :tu:

:bbde:
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Re: O Mago - Warlock - Wilbur Smith

Postby pageHunter » 06 Aug 2011 12:58

pageHunter wrote:Estou sensivelmente a meio deste livro. Já andava a "ressacar" por um regresso ao antigo Egipto de Wilbur Smith :bow:

Estou a gostar bastante do livro, mas pelo menos até ao ponto onde cheguei não é comparável à obra prima que é o River God. A história não é contada pelo Taita e com isso perde-se um dos pontos que mais gostei no primeiro livro que foi a visão do escravo sobre o Egipto, uma visão distorcida pelos amores e ódios dele mesmo. O próprio Taita deste livro está diferente, mais maduro mas ao mesmo tempo sem a irreverência de que tanto gostei de ler no primeiro livro.

Ainda assim um grande livro sem qualquer sombra de dúvida. A intriga é daquelas que nos coloca a roer-mo-nos de ódio pelos maus da fita, e estou a acelerar o ritmo de leitura à medida que o ritmo aquece. A descrição dos espaços, das batalhas e outros momentos chave do trama são de uma riqueza enorme. A descrição dos rituais de mumificação e funeral do faraó Tamose, a descrição do primeiro encontro romântico entre o príncipe Nefer e a sua noiva prometida Mintaka são dois pontos altos do livro, em que o Wilbur Smith demonstra a sua capacidade de criar imagens com palavras!

Quando terminar venho cá actualizar a minha opinião final sobre o livro :tu:

:bbde:


Terminei o livro e mantenho a opinião que expus quando ia a meio da leitura. Warlock é um livro de aventuras épicas cuja história se desenrola no antigo Egipto. É um livro com personagens fortes e uma história épica, envolvente e muito bem contada. Contudo este livro não é uma obra prima como o é River God.

A maior parte dos bons elementos do seu antecessor do antigo Egipto (o River God, visto que o Seventh Scroll não se passa no antigo Egipto) encontra-se neste livro.

Personagens fortes, umas cativantes e outras que até arrepiam, uma história bem contada de dimensões épicas, uma escrita envolvente a um ritmo bem medido, que nunca nos deixa esmorecer mas ao mesmo tempo também nunca nos torna leitores demasiado compulsivos. A maior parte dos personagens não são herdadas do livro antecessor, uma vez que a história se passa largos anos mais tarde. Apenas Taita e outros dois ou três nos transportam ao passado.

A história é quase quase tão boa como a de River God... Mais uma vez o Egipto se vê ameaçado por personagens maléficos. Em Warlock os autores de regicídio contra os faraós das duas partes do Egipto, dividido até então ocupam os lugares daqueles que assassinaram e oprimem o povo Egípcio. O príncipe Nefer e a princesa Mintaka encontram-se em risco de vida, e Taita encarrega-se de os levar para terras longínquas, longe das garras dos tiranos, para que possam crescer e mais tarde voltar e recuperar a terra que lhes foi tirada sem direito. Um enredo bastante bem conseguido! Existem momentos deste livro que eu considero marcantes, como por exemplo a descrição do processo de mumificação do faraó vítima de regicídio, acho essa descrição simplesmente soberba, e existem outras a esse nível no livro. A descrição das batalhas é simplesmente deliciosa, e não são batalhas de "tudo ao molho e fé em Deus", existem estratégias delineadas para surpreender os inimigos, e durante a descrição do decorrer das mesmas senti mesmo um nervoso miudinho. Mais um ponto em que este livro chega ao soberbo!

Até agora só coisas boas... Porque é que este livro não é tão bom como o River God? Por causa do Taita! Neste livro o Taita é outro personagem, moldado pelos largos anos que se passaram desde os acontecimentos de River God. Aquele que outrora fora um escravo submisso mas ao mesmo tempo astuto, capaz de manipular os mais poderosos do Egipto, estando ao mesmo tempo sempre no fio da navalha, neste livro é um poderoso Mago, temido e respeitado por todos. Perdeu a irreverência do Taita anterior, ganhou poder e sabedoria que o tornaram mais respeitado ao olhos dos poderosos do Egipto mas menos interessante sob o ponto de vista do leitor.

Para além do personagem mudar, o estilo do livro, cuja narrativa antes era contada na primeira pessoa por Taita, muda aqui também radicalmente. A intriga passa a ser narrada na terceira pessoa e o Taita deixa de ter o relevo que teve em River God. Para além disso existiu uma mudança para mim ainda mais drástica que confesso que me chocou quando se tornou perceptível! Em River God existem bastantes elementos místicos, mas nunca os interpretei como palpáveis! No primeiro livro, por exemplo, o escravo Taita conseguia (alegadamente) adivinhar o futuro, colocava uns amuletos no chão, queimava umas ervas que distorciam a mente dos que se encontravam na sala com alucinações, e supostamente expunha uma visão do futuro claramente ao seu interesse, manipulando os restantes personagens. Nunca olhei para Taita como um mago ou mágico, com poderes especiais, mas um escravo astuto capaz de com certas e determinadas ervas enturvecer a mente das pessoas e fazê-los acreditar no que lhe convinha! Então, eis que em Warlock Taita que esteve anos refugiado nas montanhas tem poderes mágicos, capazes de decidir batalhas com tempestades de areia por ele invocadas, ou comunicar com pessoas à distância... Confesso que fiquei um bocado chocado e aborrecido pelo facto da personagem ter sido tão distorcida...

No geral este livro vale para mim um 8/10. O livro é salvo por mais uma intriga extremamente bem conseguida, e um punhado de novos personagens bastante credíveis e aos quais nos afeiçoamos. É um livro que recomendo, se calhar mais a pessoas que nunca leram o River God do que às pessoas que já o leram. O único elemento negativo deste livro é o choque em contraste com o River God, e como é um livro cuja história não depende de River God, poderia muito bem ser lido de forma independente...

Mas... Se quiserem ler Wilbur Smith, por favor, leiam RIVER GOD :bow:
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